Enquanto 86% dos profissionais da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) apontam crescimento e promoção como foco principal, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o aspecto mais valorizado entre os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), com 66%, segundo levantamento da Robert Half, uma consultoria global de soluções em talentos.
O estudo indica que as prioridades no trabalho variam de forma significativa ao longo da trajetória profissional e também mostra que essas diferenças estão menos ligadas à geração e mais ao momento de vida e ao estágio de carreira.
O resultado surge em um contexto em que empresas tentam redesenhar estratégias de atração e retenção de talentos, diante de um mercado de trabalho mais competitivo.
Segundo Erika Moraes, gerente da Robert Half, essa mudança acompanha transformações naturais, como a maturidade profissional e o aumento das responsabilidades pessoais.
“Há uma tendência de simplificar demais o debate sobre gerações, mas os dados apontam para uma realidade diferente. O que muda de forma mais consistente são as prioridades ao longo da vida pessoal e profissional. Quando as organizações entendem essa lógica e a incorporam às suas práticas de gestão de pessoas, conseguem aumentar o engajamento e reter talentos-chave de forma mais eficaz”, diz.
A pesquisa indica que, em um ambiente de trabalho que pode reunir até quatro gerações, políticas rígidas que desconsideram essas nuances tendem a gerar desalinhamento. Entre as consequências estão a queda de produtividade e a maior dificuldade de retenção de talentos, além do impacto em indicadores do negócio.
“Não é preciso criar políticas individualizadas para cada geração. Em vez disso, as empresas devem construir sistemas suficientemente flexíveis para apoiar os profissionais à medida que evoluem dentro da organização e ao longo de suas carreiras”, afirma Moraes.
A especialista diz ainda que os resultados do levantamento reforçam que crescimento, estabilidade, reconhecimento e equilíbrio não são prioridades concorrentes, embora sua importância varie conforme as diferentes fases da vida profissional.
Nesse contexto, Moraes diz que ganham destaque empresas que adotam práticas mais adaptáveis, sem fragmentar a cultura organizacional.
Entre as principais estratégias estão o desenvolvimento ao longo da jornada profissional; modelos de reconhecimento alinhados a diferentes expectativas; comunicação clara sobre crescimento, remuneração e benefícios; e a capacitação de líderes para lidar com equipes diversas.
O estudo da Robert Half foi feito com com 1.000 profissionais das áreas de finanças, tecnologia, suporte administrativo, jurídico e engenharia. A análise considera quatro gerações: Geração Z (18 a 25 anos), Y (26 a 43), X (44 a 59) e baby boomers (60+).
Folha Mercado
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