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Governo anuncia programa para financiar caminhões e ônibus – 30/04/2026 – Economia

Em mais uma investida para aumentar a oferta de crédito e, paralelamente, se aproximar de eleitores com perfil historicamente ligado ao bolsonarismo, o governo Lula (PT) vai anunciar nesta quinta-feira (30) uma nova rodada de financiamento para renovação de frotas de caminhões e ônibus.

Conforme informações obtidas pela Folha, trata-se de uma nova leva de financiamento dentro do programa Move Brasil, lançado no fim de 2025.

O novo aporte será detalhado em cerimônia no Palácio do Planalto. Ele resulta da alta demanda registrada na primeira fase do programa e da pressão do setor industrial, após redução nas vendas de veículos no início deste ano.

No último fim de semana, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), para divulgar uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito do programa, mas aquela voltada a financiamento de máquinas e implementos agrícolas.

Agora, o alvo volta a ser os caminhões, além de frotas de ônibus. O Move Brasil colocou no mercado, em janeiro deste ano, uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada à compra de caminhões novos ou seminovos que sejam mais econômicos e menos poluentes. Em 90 dias, os recursos se esgotaram.

Na primeira etapa, o dinheiro teve origem mista, com cerca de R$ 6 bilhões vindos do Tesouro Nacional e outros R$ 4 bilhões operados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), também responsável por estruturar e acompanhar os financiamentos. Essa execução ocorre por meio da linha BNDES Renovação de Frota, que atende caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

Os financiamentos oferecidos podem chegar a até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência de até seis meses para início das parcelas.

As taxas de juros ficam na faixa de 13% a 14% ao ano. É um número que está abaixo das condições médias de mercado para esse tipo de crédito.

Dados do próprio BNDES mostram que, até o início de março, R$ 5 bilhões já haviam sido aprovados, com R$ 4,2 bilhões efetivamente contratados e R$ 2,8 bilhões desembolsados.

Ao todo, até o início de março foram registradas 4.620 operações em mais de 1.100 municípios, com tíquete médio de aproximadamente R$ 1 milhão por financiamento. Até o fim de abril, os R$ 10 bilhões foram contratados.

Por enquanto, a maior parte dos recursos foi direcionada a empresas de transporte. Caminhoneiros autônomos ficaram com uma pequena parcela do programa. Isso se deve, em boa medida, à maior capacidade de acesso ao crédito pelos donos de frotas.

Para a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o governo passou a atender uma demanda reprimida, que ainda tem capacidade de absorver mais cerca de R$ 20 bilhões em financiamento neste ano, considerando apenas caminhões.

Em uma carta enviada ao governo no fim de março, a entidade apontou que o mercado de caminhões iniciou 2026 em forte retração, com queda de 28,7% nos emplacamentos nos primeiros meses do ano quando comparados ao mesmo período do ano passado. A projeção, se fosse mantido aquele ritmo, seria de cerca de 80 mil unidades vendidas no ano, contra 113 mil em 2025, o que implicaria uma ociosidade industrial próxima de 64% do setor.

No segmento de ônibus, a Anfavea apresentou um cenário ainda mais crítico. Segundo a entidade, os emplacamentos caíram 33,4% entre janeiro e fevereiro de 2026, com expectativa de fechamento do ano em cerca de 15 mil unidades, frente aos quase 24 mil de 2025.

Esses dados, porém, não chegaram a refletir as compras feitas com apoio do Move Brasil, o que passou a ocorrer mais recentemente.

Nas contas da associação, cerca de 12.500 caminhões foram financiados nos primeiros 90 dias do programa, com aumento de aproximadamente 9% no ritmo diário de emplacamentos em março, na comparação com fevereiro. Ainda assim, esse efeito é insuficiente para reverter o quadro geral de retração.

“Diante desse cenário, observa-se que a demanda por caminhões permanece existente, sendo as atuais condições de financiamento —com taxas de juros significativamente superiores à taxa Selic— o principal fator restritivo à aquisição de veículos pesados”, afirmou a associação.

Segundo a Anfavea, existe uma demanda potencial de mais 20,5 mil caminhões para serem comprados até o fim de 2026, o que levaria o total financiado a aproximadamente 33 mil unidades, patamar suficiente para aproximar o mercado dos níveis registrados em 2025.

Na prática, esse cálculo implica a necessidade de uma nova rodada de crédito de aproximadamente R$ 20 bilhões.

Fonte: Link da fonte

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