O Ibovespa teve desvalorização de 1,52% nesta quarta-feira, 29, recuando para os 173,8 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou com um forte movimento de aversão ao risco, impulsionado pela política monetária americana e pelas tensões geopolíticas.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Santander (SANB11) liderou as perdas devido ao balanço decepcionante, com queda de 7,37%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 2,43%, e pelo Bradesco (BBDC4), que caiu 2,24%. O Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,24%.
Nos Estados Unidos foi dia de decisão do Federal Reserve (Fed) em relação à taxa básica de juros. Nesta tarde, a autoridade monetária anunciou que optou pela manutenção — assim, o intervalo continua de 3,50% a 3,75% —, mas a votação não foi unânime. Três integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual, reforçando que ainda vêem riscos relevantes para a inflação.
Em comunicado, o banco central americano afirmou que a atividade econômica continua crescendo em ritmo sólido, apesar da incerteza elevada provocada, em parte, pelo conflito no Oriente Médio. O mercado interpretou a não-unanimidade como hawkish (tom rígido) e a fala do Comitê como dovish (tom leve). De qualquer forma, a decisão foi um dos fatores que fortaleceram a moeda americana como ativo de proteção e pressionaram os mercados emergentes.
Durante o dia, o dólar operou em valorização frente ao real, porém, encerrou em leve baixa, cotado a 5,11 reais. Também foi influenciado pela disparada no preço do barril de petróleo brent devido ao recrudescimento dos conflitos no Oriente Médio, com Donald Trump, presidente dos EUA, fazendo novas ameaças de ataques sobre o Irã.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
Fonte: Link da fonte
















