O Ibovespa desvalorizou 0,33% nesta sexta-feira, 24, recuando para os 190,7 mil pontos. A bolsa de valores operou em movimento de correção após recordes seguidos atingidos na semana passada e de olho nos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que continua gerando incertezas em relação a um possível cessar-fogo.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos encerraram majoritariamente no negativo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 1,30%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 0,60%. O Bradesco (BBDC4) caiu 0,25% e o Itaú (ITUB4) nadou em direção contrária e teve leve valorização de 0,43%.
“A dinâmica observada no dólar e no Ibovespa ao longo da semana pode ser interpretada como a combinação de um processo de acomodação de preços após um rali expressivo e de uma reprecificação de risco geopolítico”, afirma Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa. “Após o índice ter flertado com a região dos 200 mil pontos, o mercado entrou em um patamar de consolidação, refletindo não apenas realização de lucros, mas também uma avaliação mais criteriosa da assimetria entre risco e retorno nos níveis atuais.”
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta tarde o envio de representantes americanos para Islamabad, no Paquistão, onde se dará mais uma rodada de negociações com o Irã neste sábado, 25. O conflito bélico no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo brent nessa semana, que voltou a ser negociado acima dos 106 dólares.
O dólar, por sua vez, fechou o pregão em baixa e ficou cotado a 4,97 reais. Para Bruno Perri, economista chefe da Forum Investimentos, o alívio está em linha com o leve otimismo que toma conta do mercado americano, mais confiante em novas negociações entre EUA e Irã.
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