O Irã afirmou nesta terça-feira (21) ter lançado um ataque com mísseis de cruzeiro contra um centro de dados da Amazon no Bahrein, em mais um episódio da escalada militar entre Teerã e Washington.
Até o momento, não há confirmação independente de que a instalação tenha sido atingida.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), responsável pela operação, o alvo foi a principal infraestrutura de processamento de dados da empresa americana no país do Golfo Pérsico.
O grupo também afirmou ter atacado sistemas de defesa aérea e radares militares dos Estados Unidos instalados nas cidades bareinitas de Muharraq e Riffa.
Nem a Amazon, nem os governos do Bahrein e dos Estados Unidos comentaram a alegação até a publicação desta reportagem.
Ataque amplia confronto regional
A ofensiva ocorre em meio ao agravamento do conflito entre Irã e Estados Unidos, que já entra no décimo dia de confrontos diretos.
Nos últimos dias, Washington intensificou bombardeios contra alvos iranianos, enquanto Teerã passou a advertir que responderia atingindo instalações americanas localizadas em países aliados na região.
O Bahrein abriga importantes bases militares dos Estados Unidos e é considerado um dos principais aliados de Washington no Golfo.
Resposta a bombardeio americano
Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o ataque foi uma resposta à ofensiva americana realizada um dia antes contra a usina nuclear de Darkhovin, no sudoeste do Irã, que ainda está em construção.
O governo iraniano classificou a ação como uma violação do direito internacional e pediu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas condenem o bombardeio.
A AIEA informou que acompanha os relatos, mas ainda não divulgou uma avaliação independente sobre os danos à instalação.
Infraestrutura digital entra na guerra
Caso seja confirmado, o ataque representará uma ampliação dos alvos do conflito, que deixa de atingir apenas instalações militares e energéticas para incluir também infraestrutura tecnológica operada por empresas privadas.
O Bahrein é um dos principais polos digitais do Oriente Médio e abriga centros de dados utilizados por companhias internacionais para oferecer serviços de computação em nuvem na região.
Até o momento, porém, não há evidências públicas de que a infraestrutura da Amazon tenha sido efetivamente atingida ou sofrido interrupções em seus serviços.
A ofensiva acontece em um momento de crescente preocupação dos mercados com os impactos da guerra sobre cadeias globais de energia, transporte e tecnologia, à medida que o conflito ultrapassa as fronteiras do Irã e envolve países estratégicos do Golfo Pérsico.
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