Juju Salimeni revelou que passou por uma cirurgia íntima e surpreendeu ao contar os motivos que a levaram a tomar essa decisão. Aos 40 anos, a apresentadora e empresária explicou que a escolha não teve apenas uma motivação estética. Antes da intervenção, ela sentia desconforto ao usar determinadas peças íntimas e até em algumas posições ao sentar.
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“Meu principal objetivo era resolver os incômodos que sentia no dia a dia. Algumas peças íntimas me incomodavam e até determinadas posições ao sentar causavam desconforto. Agora, além de gostar mais do resultado estético, sinto muito mais conforto, inclusive ao usar roupas de treino, que antes marcavam na região”, contou.
O procedimento aconteceu na clínica da médica Fernanda Nassar, especialista em harmonização íntima. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a profissional explicou que o tratamento envolve uma avaliação mais ampla da anatomia feminina e não se limita à ninfoplastia.
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Juju também participou da publicação e demonstrou satisfação com a experiência. Ao comentar o resultado, escreveu: “É babado”.
Entenda o que é a harmonização íntima
A harmonização íntima é uma expressão utilizada para reunir diferentes procedimentos estéticos e funcionais realizados na região genital feminina. A proposta é avaliar as características anatômicas de cada paciente e identificar possíveis alterações que provoquem desconforto ou insatisfação.
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Entre as intervenções que podem fazer parte desse conjunto está a ninfoplastia, também conhecida como labioplastia. A cirurgia consiste na redução ou remodelação dos pequenos lábios vaginais, especialmente quando existe excesso de tecido ou assimetria que provoca incômodo.
Entretanto, a avaliação não precisa ficar restrita a essa estrutura. Outros pontos também podem ser considerados, como:
- Pequenos lábios: As pregas internas da vulva, que podem apresentar diferenças naturais de tamanho e formato.
- Grandes lábios: Estruturas externas que ajudam a proteger a entrada da vagina e podem passar por alterações de volume e flacidez.
- Capuz do clitóris: Pele que recobre parcialmente o clitóris e que, em alguns casos, apresenta excesso de tecido.
- Monte de Vênus: Região localizada acima do púbis, formada principalmente por tecido adiposo, cujo volume pode incomodar algumas mulheres.
Segundo Fernanda Nassar, muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que precisam realizar apenas uma ninfoplastia, mas descobrem que existem outras possibilidades de tratamento após uma avaliação individualizada.
A médica também ressaltou que isso não significa que todas as mulheres precisem passar por várias intervenções. A indicação depende das características e das necessidades de cada paciente.
Como é feita a cirurgia íntima?
As técnicas variam de acordo com a região tratada e o objetivo da intervenção. Na ninfoplastia, por exemplo, o cirurgião remove ou remodela parte do tecido dos pequenos lábios, buscando corrigir excessos ou assimetrias sem comprometer a função de proteção da estrutura.
Já quando a avaliação identifica alterações em outras áreas, podem ser consideradas técnicas específicas, como a retirada de excesso de pele do capuz clitoriano, o preenchimento ou a redução dos grandes lábios e a lipoaspiração do monte de Vênus.
Nem todas essas possibilidades envolvem necessariamente a mesma técnica ou são realizadas em uma única cirurgia.
Quais são os cuidados e os riscos?
Por envolver uma região delicada e com grande concentração de terminações nervosas, a cirurgia íntima exige planejamento e avaliação criteriosa. Dependendo da intervenção, o pós-operatório pode incluir inchaço, hematomas, sensibilidade e desconforto temporário.
Também existem riscos, como sangramentos, infecções, problemas de cicatrização, alterações de sensibilidade e dor persistente. Por isso, a indicação deve considerar tanto os aspectos funcionais quanto os desejos da paciente.
Outro ponto importante é que existe uma grande diversidade de formatos e tamanhos naturais da vulva. Portanto, diferenças anatômicas não representam, por si só, um problema que precise de correção.
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