Segunda-feira está com cheiro de gol, e talvez de recorde histórico.
O dia da Copa do Mundo reserva mais uma batalha de artilheiros entre Messi (Argentina), às 14h, contra a Áustria; Mbappé (França), às 18h, diante do Iraque; e Haaland (Noruega), às 21h, encarando a seleção do Senegal.
Os três nomes se destacam entre os atacantes atrás da chuteira de ouro da competição.
O dia tem ares de segundo round depois do que aconteceu na marcante terça-feira (16), um dos dias mais festejados da atual edição do Mundial.
Na ocasião, quem abriu os trabalhos foi o francês Mbappé. Em um jogo duro contra o Senegal, ele marcou duas vezes, o segundo no final, quando os franceses, 2 a 1 à frente, corriam risco de levar o empate.
Na ocasião, o camisa 10 ultrapassou Pelé na artilharia histórica da Copa, com 14 gols, e deixou Messi momentaneamente para trás (13). “Ele é o rei, o melhor”, comentou rapidamente na zona mista ao ser questionado sobre a marca de gols maior que a do Rei do Futebol.
Em seguida, entrou em campo Haaland, em sua estreia em Copas. O touro norueguês do Manchester City, artilheiro de três das últimas quatro Premier League (o Campeonato Inglês), também marcou duas vezes na vitória por 4 a 1 contra o Iraque.
“Vencer por 4 a 1 em um dia mediano é absolutamente enorme para todos nós. É fantástico e estou orgulhoso de todos nós”, disse o centroavante, reclamando um pouco do próprio desempenho.
Quando o dia parecia terminado, Lionel Messi desfilou diante da Argélia em dia inspirado —e não tão inspirado para o goleiro argelino Luca Zidane, filho do ídolo francês Zinédine.
Messi marcou os três na vitória por 3 a 0, em Kansas City, e chegou a 16 gols na história, voltando a ultrapassar Mbappé e igualando Miroslav Klose como o maior artilheiro das Copas.
“É uma honra pelo que significa estar ao lado de Klose e daqueles que estão lá, Ronaldo [Fenômeno] também está, mas não acho que isso signifique muita coisa. Mbappé marcou dois gols hoje. No final, são estatísticas e nada mais”, disse o camisa 10 argentino.
Nesta segunda (22), quem abre os trabalhos do segundo round é Messi. O duelo às 14h, contra a Áustria, vale a liderança do Grupo J —os europeus derrotaram a Jordânia, por 3 a 1, na estreia.
Mas a expectativa no moderno estádio de Dallas é para que o argentino faça pelo menos um gol na meta do goleiro Schlager, do RB Salzburg, o suficiente para se isolar na artilharia histórica, com 17 gols.
Na véspera do confronto, Schlager fez algo não muito indicado nesta situação: uma pequena provocação ao argentino. “Em princípio, sou mais do tipo Cristiano Ronaldo”, brincou.
Depois, mais sério, o camisa 1 austríaco rasgou elogios para o argentino. “Ele é um jogador que vem atuando em alto nível há muito tempo. Seria presunçoso dizer ou tentar dizer qualquer coisa contra ele”, afirmou Schlager.
“Ele tem uma presença incrível, e isso se reflete na equipe. O que ele gera quando está em campo e a energia que transmite. É por isso que estou muito ansioso para jogar e vamos fazer o possível para neutralizá-lo”, afirmou o camisa 1.
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Poucas horas depois, às 18h, é a vez de Mbappé e a seleção francesa enfrentarem o Iraque no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, mesmo palco que recebeu a vitória de 3 a 0 do Brasil diante do Haiti.
“É uma honra jogar contra eles, mas estamos focados em nós. Não temos como controlar o desempenho de Mbappé, temos como controlar o nosso. Queremos mostrar ao mundo o que podemos fazer”, afirmou Graham Arnold, o treinador australiano do Iraque.
Depois, ele também fez uma brincadeira em relação ao camisa 10 da França. “Perguntei se poderíamos ter três goleiros, e me disseram que não.”
Com 14 gols, Mbappé divide o quarto lugar na artilharia histórica com o alemão Gerd Müller. Está atrás apenas de Ronaldo (15), Klose e Messi (ambos com 16).
Estádio que abrigará a final, o Metlife Stadium, em Nova Jersey, será a sede do segundo jogo de Haaland na Copa, às 21h. O confronto contra a seleção do Senegal, comandada pelo atacante Sadio Mané, tem ares de decisivo.
Isso porque uma nova derrota africana tiraria a chance de conquistar o segundo lugar. E diminuiria a possibilidade de ser um dos oito melhores terceiros.
Um dos mais preocupados com o atacante norueguês de 1,95 m é o zagueiro Moussa Niakhaté (de 1,90 m), principalmente com o poderio aéreo do rival.
“Contra Haaland, é preciso marcá-lo de muito perto dentro da área, mais do que qualquer outro atacante, porque é fundamental impedir que ele consiga saltar”, afirmou o defensor, que chegou a atuar no Nottingham Forest, da Premier League, e hoje defende o francês Lyon.
“Ele evoluiu muito no jogo aéreo. No Manchester City, vemos com frequência concluir jogadas pelo alto, porque tem uma impulsão extraordinária e consegue permanecer no ar, como Cristiano Ronaldo.”
Se ganhar, a Noruega garante vaga para a próxima fase.
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