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Messi se despede da seleção argentina após 21 anos – 31/08/2026 – Esporte

Lional Messi anunciou sua aposentadoria da seleção argentina. Em texto publicado nas redes sociais, o craque de 39 anos divulgou uma decisão que “dói na alma” e se despediu da equipe nacional alviceleste após 21 anos de contribuição, com um título da Copa do Mundo, obtido em 2022, no Qatar.

“Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, em que conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para levar alegria a vocês e fazer com que se sintam orgulhosos de ser argentinos por meio do futebol”, afirmou o jogador, referindo-se aos triunfos obtidos nesta década.

Além de levantar a taça do Mundial, Messi conquistou com a Argentina as edições de 2021 e de 2024 da Copa América e triunfou em 2022 na Finalíssima, o confronto entre o campeão sul-americano e o europeu. Se incluídas na conta as glórias em times de base, ele venceu o Mundial sub-20 de 2005 e levou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008.

“Alguns ciclos vão chegando ao fim. Este é um deles, e isso me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na seleção. Dei tudo o que tinha, já não tenho mais nada a oferecer, e, além disso, há grandes jovens vindo aí, que merecem estar aqui”, escreveu. “Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de, junto com meus companheiros, ter proporcionado a vocês momentos inesquecíveis.”

Lionel disse ter redigido o texto em 21 de julho, dois dias após a derrota para a Espanha na Copa do Mundo. “Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, afirmou. Jorge Messi morreu no início deste mês, aos 68 anos, e o jogador, em carta de despedida, disse que não sabia se conseguiria continuar no futebol “por muito tempo”.

O argentino defende desde 2023 o Inter Miami, dos Estados Unidos. Ele assinou em outubro do ano passado a renovação de seu contrato, com término previsto para dezembro de 2028. E deve dar na equipe americana os últimos passos de uma carreira excepcional, com brilho intenso no Barcelona antes de uma passagem pelo Paris Saint-Germain e do embarque para a América do Norte.

A caminhada na seleção principal da Argentina se iniciou em agosto de 2005, com vitória em um amistoso contra a Hungria. Foram 207 partidas e 125 gols marcados. Houve frustrações no caminho e um período no qual o craque era cobrado por não apresentar com a camisa alviceleste o nível exibido no Barcelona.

Há dez anos, após três vice-campeonatos seguidos –a derrota para a Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014 e os fracassos diante do Chile na Copa América de 2015 e na edição do centenário da competição continental, em 2016–, o camisa 10 chegou a anunciar que não jogaria mais pelo time nacional. Para alegria de seus torcedores, mudou de ideia.

Vieram nos últimos anos jornadas bem mais felizes. O grande momento se deu no Mundial de 2022, quando liderou a Argentina na conquista do título, com sete gols. Na final contra a França, teve um histórico duelo com Kylian Mbappé, balançou a rede duas vezes –mais uma na disputa por pênaltis– e, enfim, ergueu a taça com que tanto sonhara.

O triunfo teve ares de despedida, mas Messi foi ficando, ganhou sua segunda Copa América e levou novamente a equipe alviceleste à decisão do Mundial neste ano, com um desempenho sem precedentes para um atleta de 39 anos. Com oito gols, passou a ter 21 na história do torneio, atrás apenas de Mbappé.

Após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final, o craque chorou bastante no gramado do MetLife Stadium, em East Rutherford, mesmo local do revés de 2016, contra o Chile, aquele da quase aposentadoria da seleção. Desta vez, o adeus é definitivo, e o anúncio foi seguido de múltiplas homenagens.

“Gratidão eterna, Leo. Vamos amar você até o fim dos nossos dias”, publicou a AFA (Associação do Futebol Argentino). A Fifa (Federação Internacional de Futebol) e a Conmebol (Confedereção Sul-Americana de Futebol) também deixaram seus agradecimentos, assim como fizeram vários de seus companheiros ao longo dos últimos 21 anos.

“Seu amor incondicional pelo nosso país, suas batalhas internas para nunca nos abandonar, sua força para sempre superar as injustiças, sua liderança e sua humanidade para que cada jogador se sentisse bem…”, listou Rodrigo De Paul, seu parceiro nos Mundiais de 2022 e 2026. “Apenas obrigado, maior de toda a história. Não imagina quantos sorrisos arrancou. É eterno.”

Fonte: Link da fonte

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