[the_ad_group id="564"]
[the_ad_group id="566"]

Motorola dribla ‘custo Brasil’ e dobra aposta no segmento ultrapremium

Nos últimos anos, a Motorola passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. Depois de um período em que a marca parecia ter perdido espaço no imaginário dos consumidores, a companhia redesenhou sua estratégia global e reencontrou o caminho do crescimento. No Brasil, esse movimento foi ainda mais expressivo: a empresa triplicou sua participação de mercado e agora se prepara para disputar novamente o segmento ultrapremium, dominado por gigantes como Apple e Samsung. À frente dessa operação está Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola no país, que detalha os bastidores dessa virada e os planos para consolidar a marca em um dos mercados mais competitivos do mundo.

A Motorola saiu do segmento ultra premium e agora volta com força. O que motivou esse retorno? Nós somos muito fortes na faixa de preços intermediária. Há três anos, entramos no segmento de dobráveis — e lideramos. Faltava o segmento ultra premium. Nossa experiência anterior mostra que temos força e demonstra que temos condição de competir no segmento. Faltava no mercado um produto barra, que é o formato mais vendido, com uma proposta de valor competitiva e forte em qualidade e diferenciação. Somos mais uma opção de boa qualidade — até superior do qu que a concorrência — para o consumidor em um preço mais competitivo.

Quais são as próximas apostas da copanhia no mercado brasileiro? O Motorola Signature, lançado em março, com uma linha de produtos, e o Razr Fold, apresentado em Barcelona. O Fold traz a melhor câmera do mundo nesse formato. A gente sabe que hoje no mercado quem utiliza um produto Fold está muito insatisfeito com câmera e com bateria.

Como equilibrar preço no Brasil, diante da carga tributária e logística? Produzimos em Jaguariúna e Manaus. O mesmo produto feito aqui pode custar 15% a 20% mais caro que na China. Mas o Brasil é o quarto maior mercado de smartphones do mundo, então nosso foco é atender localmente com competitividade.

A Motorola consegue exportar a partir do Brasil? A gente tem muita dificuldade de exportar, porque o mesmo produto que eu fabrico aqui no Brasil, a gente fabrica também na China, a gente fabrica em outros países, e o produto da China, que é igual o que eu produzo aqui, chega no Chile, na Argentina, no México, mais barato do que eu que estou aqui do lado. Isso acontece por conta da nossa carga tributária, custos trabalhistas e ineficiência logística como país. Mas exportamos tecnologia. Temos mais de 1 200 engenheiros e já investimos cerca de 3 bilhões de reais em P&D nos últimos 10 anos. O que é desenvolvido aqui é usado globalmente.

Como a Motorola enfrenta a pressão de custos globais, como semicondutores e memória RAM? Esse é um desafio para todos os fabricantes de eletrônicos. Mas, por fazer parte do grupo Lenovo, temos escala global e conseguimos mitigar parte desses custos. Fabricamos smartphones, computadores, servidores e diversos acessórios, o que nos dá poder de negociação e eficiência. No Brasil, conseguimos manter preços estáveis desde a Black Friday, sem repassar aumentos ao consumidor. Isso é fruto de planejamento, compras antecipadas e ajustes internos para aumentar eficiência.

Continua após a publicidade

Qual a expectativa no segmento ultra premium, competindo com iPhone e Samsung? Queremos oferecer mais uma opção ao consumidor final. Nossa estratégia é o Lifestyle Tech: unir tecnologia de ponta com moda, design e estilo. Fizemos colaborações com Swarovski e FIFA, que foram muito bem recebidas. Apostamos que estética, resistência e exclusividade são diferenciais que o consumidor valoriza. O brasileiro é exigente e gosta de produtos que expressem personalidade. É nesse espaço que a Motorola quer se destacar.

O futuro dos smartphones está nos dobráveis? Sim. Todos os fabricantes estão caminhando nessa direção. A Motorola domina essa tecnologia, com telas resistentes e duráveis, que podem ser dobradas centenas de vezes por dia durante anos sem perder qualidade. Os dobráveis permitem novos formatos não só em celulares, mas também em notebooks e wearables. Já mostramos protótipos de notebooks totalmente em tela, que podem se transformar em dispositivos versáteis. Essa tecnologia abre um novo capítulo para o setor.

O que o consumidor brasileiro busca hoje? No segmento ultra premium, ele quer tudo: design, leveza, durabilidade, melhor câmera, desempenho e estilo. O brasileiro valoriza tecnologia e beleza, gosta de exclusividade e de produtos que transmitam status. Por isso, investimos em acabamentos diferenciados, como couro vegano, seda, madeira e colaborações exclusivas. Nosso objetivo é entregar um conjunto completo, que una performance e estética, e que faça o consumidor sentir orgulho de ter um Motorola.

Fonte: Link da fonte

[the_ad_group id="566"]

Tags

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore