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Os motivos que fazem o Ibovespa cair 0,45% nesta terça-feira

Os mercados globais seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio nesta terça-feira, 16. O acordo de paz foi previamente assinado na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Bagher Qalibaf. Nesta tarde, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” a partir de sexta-feira, 19, data da cerimônia oficial de assinatura do acordo para encerrar a guerra.

Ormuz é uma rota vital no fornecimento de petróleo e gás para o mundo. Antes do conflito, cerca de 20% de toda a commodity era escoada por lá. Agora, o alívio fez com que o preço do barril de petróleo brent despencasse mais de 4%, recuando à cotação de 79 dólares, a menor desde o dia 3 de março deste ano. Como consequência, as ações da Petrobras (PETR4), de grande peso para a bolsa brasileira, caíram 1,33%. Isso se refletiu no Ibovespa, principal índice da B3, que fechou o pregão em queda de 0,45%.

Outro catalisador foi a pressão do setor de tecnologia. “Há uma tendência de realização de lucros no mercado nacional muito devido à rotação de setores, com o estrangeiro vendendo ações no Brasil e realocando nos Estados Unidos, principalmente em tecnologia”, explica Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos.

No Brasil, as novas pesquisas eleitorais que projetam um aumento do favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ante o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentam as preocupações de investidores em relação à política fiscal de longo prazo, segundo especialistas. Um levantamento da Futura/Apex indicou que Lula aparece à frente em um eventual 2º turno da disputa presidencial, com 48,1% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio.

Agora, as atenções se voltam à “Superquarta”, dia em que ambos o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o Federal Reserve (Fed), banco central americano, anunciam suas decisões sobre a política monetária de seus respectivos países. O mercado aposta em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Brasil, mas também considera a possibilidade de manutenção. Nos EUA, a expectativa geral é de manutenção nos juros.

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