Por que um dos setores mais afetados pelo tarifaço está otimista apesar dos 25%

Embora os Estados Unidos permaneçam como principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, a indústria acredita que conseguirá atravessar o novo tarifaço de 25% sem interromper sua trajetória de crescimento. A avaliação é de José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, durante entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Segundo ele, o setor ampliou significativamente sua presença em outros mercados ao longo do último ano, movimento que reduziu a dependência das vendas para os Estados Unidos. “A gente está otimista em relação a esse crescimento.”

Quais empresas mais ganharam e perderam com o tarifaço dos EUA

O que explica esse otimismo?

Velloso afirmou que, mesmo com a queda das exportações para os Estados Unidos, a indústria brasileira registrou crescimento de 14% nas vendas externas no último ano.

Segundo ele, o desempenho foi impulsionado pela abertura de novos mercados e pela expansão das vendas para parceiros que ganharam importância recentemente.

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Entre os destaques, o presidente da Abimaq citou Argentina e Singapura.

Segundo Velloso, a recuperação da economia argentina impulsionou a demanda por máquinas brasileiras, enquanto as exportações para Singapura cresceram 74%, principalmente para atender estaleiros envolvidos na construção de plataformas de petróleo.

Os Estados Unidos deixam de ser prioridade?

Apesar do tarifaço, Velloso afirmou que o mercado americano continuará sendo estratégico para o setor.

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Segundo ele, a expectativa é manter as exportações para os Estados Unidos, ainda que com reajustes de preços, enquanto a indústria amplia sua presença em outros países.

“Vamos continuar vendendo para lá e vai continuar sendo o principal destino das nossas exportações.”

Qual é a estratégia daqui para frente?

Para o presidente da Abimaq, a resposta da indústria passa por uma combinação de manutenção da presença no mercado americano e aceleração da diversificação das exportações.

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Segundo ele, o setor pretende consolidar os novos destinos comerciais conquistados recentemente e preservar o atual patamar de exportações, hoje estimado em US$ 14,5 bilhões anuais.

“Esse trabalho vai continuar existindo: abrir novos mercados, consolidar mercados existentes e continuar vendendo nos Estados Unidos.”

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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