A NASA confirmou que a sonda Parker Solar Probe realizou, na última segunda-feira (08), sua 28ª aproximação ao Sol, mantendo a menor distância já registrada de cerca de 3,8 milhões de milhas da superfície solar. A operação ocorreu como parte de uma fase planejada da missão, durante a qual a espaçonave permaneceu em observação do ambiente extremo da estrela.
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O sobrevoo integra um período de coleta iniciado em 3 de junho e previsto para seguir até 13 de junho, no qual o equipamento opera de forma autônoma ao atravessar a coroa solar. Nesse intervalo, a comunicação com a Terra fica limitada, retornando gradualmente apenas após a fase mais próxima do Sol.
Segundo a agência espacial norte-americana, os dados recolhidos ajudam a compreender o vento solar e eventos como ejeções de massa coronal, fundamentais para prever impactos na Terra, incluindo riscos a satélites, sistemas elétricos e missões tripuladas.
Missão avança em meio a temperaturas extremas e recordes de velocidade
Durante a passagem mais recente, a Parker Solar Probe voltou a atingir um de seus próprios recordes ao viajar a aproximadamente 430 mil milhas por hora, marca já alcançada anteriormente em dezembro de 2024 e repetida em outros encontros recentes com o Sol. A nave também continua submetida a condições extremas, com estimativas indicando que seu escudo térmico chega a cerca de 1.700 graus Fahrenheit (cerca de 926 °C) nas aproximações mais críticas.
De acordo com a equipe responsável pela operação no Johns Hopkins Applied Physics Laboratory, a integridade do escudo térmico permanece preservada após anos de exposição ao ambiente solar. A estabilidade das medições internas da nave é apontada como sinal de que não há degradação significativa do sistema de proteção.
O período atual de observação termina em 13 de junho. A partir de 14 de junho, a sonda deve iniciar o envio de telemetria detalhada, enquanto os dados científicos mais densos estão programados para transmissão entre 17 e 30 de junho.
Análise do ciclo solar e evolução da missão desde 2018

Lançada em agosto de 2018, a Parker Solar Probe iniciou sua trajetória quando o Sol se encontrava em fase de menor atividade dentro de seu ciclo de aproximadamente 11 anos. Em 2024, órgãos como a NASA e a NOAA confirmaram que a estrela atingiu seu pico de atividade, o chamado máximo solar, condição que amplia a intensidade de fenômenos como tempestades solares.
Ao longo de suas 28 aproximações, a sonda tem registrado mudanças na atmosfera solar em diferentes níveis de atividade, permitindo comparar fases mais calmas e períodos de maior turbulência. O objetivo central é entender a física do Sol e aprimorar previsões sobre o clima espacial.
A missão segue em análise contínua e, segundo a agência, os próximos passos após 2026 ainda estão em avaliação.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
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