O nascimento de um bebê traz alegria, mas também uma série de mudanças no corpo da mãe que nem sempre terminam na sala de parto. Foi justamente uma dessas transformações que chamou a atenção de Tainá Militão após a chegada de Gabriel, seu terceiro filho e primeiro com Éder Militão. A influenciadora contou que tem sentido cólicas intensas, semelhantes às contrações do trabalho de parto, e o relato despertou curiosidade sobre o que acontece com o organismo durante o puerpério.
Nasce Gabriel, filho de Tainá e Éder Militão
Gabriel nasceu no último fim de semana, em Madri, na Espanha. Desde então, Tainá compartilhou com os seguidores alguns detalhes da recuperação. Além das cólicas, ela mencionou inchaço e cansaço. No entanto, o que mais chamou sua atenção foi a intensidade das dores, já que não se lembrava de ter passado pela mesma experiência após os nascimentos dos dois primeiros filhos.
Por que Tainá Militão sente cólicas tão fortes após o parto?
Embora possa causar estranhamento, a cólica nos primeiros dias depois do nascimento é uma reação conhecida do organismo. Isso acontece porque o útero, que aumentou consideravelmente de tamanho durante a gravidez, precisa voltar gradualmente às dimensões anteriores.
Tainá Militão teve crise às vésperas do parto
Tainá Militão fez ‘tour pelo corpo’
Desgaste emocional dominou a gravidez de Tainá Militão
Esse processo recebe o nome de involução uterina. Para reduzir o próprio volume, o órgão realiza contrações musculares que podem provocar dores semelhantes às cólicas menstruais ou, em alguns casos, às contrações sentidas durante o trabalho de parto.
Além disso, essas contrações têm uma função importante na recuperação materna, pois ajudam o útero a diminuir de tamanho e contribuem para controlar o sangramento após o nascimento do bebê.
Ter outros filhos pode aumentar a intensidade das cólicas?
No caso de Tainá, um detalhe chama a atenção: Gabriel é seu terceiro filho. E, embora cada gestação tenha características próprias, mulheres que já passaram por outros partos podem perceber as contrações uterinas do puerpério com maior intensidade.
Isso ocorre porque as cólicas pós-parto, também conhecidas como contrações puerperais, costumam ser mais perceptíveis em mulheres que já tiveram filhos. Portanto, a experiência relatada pela influenciadora não é incomum.
Entretanto, isso não significa que todas as mulheres terão a mesma intensidade de dor. A recuperação varia de uma pessoa para outra e pode ser diferente até mesmo entre as gestações de uma mesma mulher.
Amamentação também pode intensificar as dores
Outro fator que merece atenção é a amamentação. Durante a sucção do bebê, o organismo libera ocitocina, hormônio que participa da ejeção do leite e também estimula as contrações do útero.
Por isso, algumas mulheres percebem que as cólicas ficam mais fortes justamente durante as mamadas. Embora desconfortável, essa reação faz parte do mecanismo natural de recuperação uterina.
Assim, as dores relatadas por Tainá podem estar relacionadas a diferentes processos do puerpério. Ainda assim, não é possível determinar a causa específica ou a intensidade esperada para o caso dela apenas pelas informações compartilhadas nas redes sociais.
Cólica após o parto merece atenção
Apesar de as contrações uterinas serem esperadas nos primeiros dias, é importante não considerar toda dor após o parto como normal. Pelo contrário, alguns sintomas precisam de avaliação médica.
Entre os sinais de alerta estão:
- Dor abdominal muito intensa, persistente ou que piora com o passar do tempo;
- Febre ou mal-estar importante;
- Sangramento vaginal em grande quantidade;
- Secreção com odor desagradável.
Nessas situações, a mulher deve procurar a equipe responsável pelo acompanhamento pós-parto para avaliar a necessidade de investigação.
Receba as notícias de OFuxico no seu celular!
Por fim, vale lembrar que o nascimento do bebê marca apenas o início de uma nova etapa de recuperação. Nas semanas seguintes, o organismo passa por mudanças hormonais, adaptações relacionadas à amamentação e recuperação dos tecidos envolvidos na gestação e no parto.
Por isso, o acompanhamento no puerpério é fundamental. Afinal, cuidar da saúde da mãe também faz parte dos primeiros cuidados com o bebê.
Fonte: Link da fonte













