A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da França, Emmanuel Macron, concordaram com a necessidade de adiar a votação final da União Europeia sobre o acordo comercial com o Mercosul, disseram duas pessoas familiarizadas com a discussão à Reuters nesta segunda-feira (15).
A França tem tentado reunir outros países da UE para formar uma minoria de bloqueio contra o acordo negociado pela Comissão Europeia. Uma votação está prevista para esta semana em Bruxelas.
O tratado tem votações no Parlamento Europeu e no Conselho Europeu marcadas para esta terça-feira (16) e para quinta-feira (18). A votação na Europa avaliará medidas de salvaguarda destinadas a diminuir a resistência dos agricultores, especialmente os franceses.
Neste domingo, a menos de uma semana da data prevista para a assinatura do acordo, a França pediu o adiamento dos trâmites.
Folha Mercado
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O país, um dos mais resistentes ao pacto, avalia que as condições para uma votação dos Estados-membros do bloco europeu ainda não estão dadas.
“A França solicita que se adiem os prazos de dezembro para continuar o trabalho e obter as medidas de proteção legítimas de nossa agricultura europeia”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em comunicado.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, quer assinar o tratado de livre comércio com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai no próximo sábado (20), durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu.
Se aprovado, o acordo UE-Mercosul criaria um mercado comum de 722 milhões de habitantes. A assinatura é o primeiro passo para a tramitação do texto, que depois passará pelos órgãos do bloco e dos 27 países.
No final de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia apontado o dia 20 de dezembro como a data da assinatura do acordo. O anúncio foi feito em Joanesburgo, em entrevista ao final do encontro de líderes do G20.
“Eu posso lhe garantir que no dia 20 de dezembro estarei assinando o acordo União Europeia-Mercosul”, disse Lula. “É um momento muito, muito especial para o Mercosul e um momento especial para a União Europeia”, afirmou. “Possivelmente seja o maior acordo comercial do mundo.”
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