A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, tem um papel indispensável na agenda climática brasileira, segundo o diretor de Mudanças Climáticas e Descarbonização da companhia, Rodrigo Lauria. “Não tem como falar de transição energética sem incluir a mineração”, disse durante o Fórum VEJA de Energia, nesta segunda-feira, 27, em São Paulo. Uma das principais apostas da empresa nesse sentido é a diversificação de fontes de energia, principalmente na frente elétrica.
A eletricidade consumida pela operação brasileira da mineradora é totalmente proveniente de fontes renováveis, de acordo com Lauria. Por outro lado, ele lembra que a Vale ainda consome 1 bilhão de litros de diesel por ano. “Temos o objetivo de neutralizar nossas emissões de carbono até 2050”, disse durante o evento. “O que dá o norte dessa discussão é trocar o diesel, o carvão e o gás (por fontes menos danosas ao meio ambiente)”.
Fontes de energia que emitem manos gasese do efeito estufa que o diesel e o carvão são estratégicas para melhorar a matriz energética da companhia. O gás natural, por tanto, ainda tem um papel relevante. “O gás é um caminho da transição energética”, diz Lauria. “Também olhamos muito para o biometano”.
Vale e terras raras
O diretor da Vale foi questionado no evento de VEJA sobre se a companhia teria interesse em explorar o setor de terras raras em meio à sua relevância para a transição energética. Hoje a mineradora se concentra na produção de minério de ferro, cobre e níquel, e deve seguir assim. “Acho que a nossa contribuição para esse ecossistema (da mineração voltada à transição energética) é focar nesses minerais (ferro, cobre e níquel)”, disse.
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