[the_ad_group id="564"]
[the_ad_group id="566"]

5 sinais de que você já investe como um profissional experiente

Cuidar dos investimentos é uma tarefa difícil porque, além de precisar de muita informação, o processo envolve emoção, disciplina e tomada de decisão sob incerteza. Em cenários de turbulência no mercado, é comum que os investidores fiquem ansiosos e inseguros em relação às suas carteiras. Contudo, o que muitos não percebem é que a chave para o sucesso pode estar em comportamentos que frequentemente passam despercebidos. 

O poder de (quase) não fazer nada

Existe um mito no mercado financeiro de que o bom investidor é aquele que compra e vende ativos freneticamente. Na verdade, há diversas evidências e estudos que mostram que os investidores que operam menos tendem a obter melhores resultados. 

Diego Endrigo, planejador financeiro CFP pela Planejar, explica que a movimentação excessiva da carteira gera um desempenho inferior justamente porque as decisões são baseadas em impulsos emocionais em momentos de estresse. 

Esse fenômeno ocorre por conta do timing imperfeito de mercado, ou seja, o erro de entrar e sair nos momentos errados, e também pelos custos e pela tributação recorrente. Segundo o especialista, “menos movimentação, quando baseada em uma boa tese, tende a ser benéfica”.

Virgínia Izabel de Oliveira, coordenadora técnica da especialização e professora associada da área de finanças da Fundação Dom Cabral (FDC), reforça esse raciocínio. Ela destaca que as estratégias de longo prazo costumam gerar resultados superiores porque o tempo atua para diluir os riscos e reduzir o impacto dos ruídos de curto prazo, que normalmente distorcem a percepção de quem investe. 

É só investir e deixar o dinheiro rendendo?

No entanto, Virgínia faz um alerta fundamental: investir com foco no longo prazo não é sinônimo de inércia, mas sim de uma disciplina que exige revisão criteriosa. Endrigo segue a mesma linha, afirmando que disciplina não significa inércia, mas sim agir com racionalidade em vez de impulso. 

Segundo os especialistas, a estratégia deve ser revista caso haja mudanças relevantes no cenário macroeconômico, alterações nos fundamentos dos ativos ou mudanças nos objetivos pessoais do investidor.

Comportamentos que valem ouro

Muitas atitudes simples indicam que o investidor está no caminho certo. Ter clareza em relação ao objetivo financeiro é um dos fatores que melhoram a tomada de decisão, seja para a construção de patrimônio, aposentadoria ou geração de renda, afirmam os especialistas. 

Outro comportamento extremamente positivo é a consistência nos aportes. Investir de forma regular, independentemente de como o cenário se apresenta, ajuda a diluir o risco atrelado a tentar acertar o timing ideal do mercado, segundo Endrigo.

Além disso, proteger-se do barulho externo é essencial. Não seguir a “manada” e não abandonar a estratégia original apenas para acompanhar as decisões de conhecidos demonstra maturidade financeira, sugere Virgínia. 

Evitar o excesso de informações também blinda o patrimônio, pois, segundo Endrigo, o acompanhamento desmedido do mercado gera ansiedade e incentiva decisões precipitadas. 

Virgínia destaca que, quem investe bem sabe que não existem investimentos milagrosos e tem clareza de que risco e retorno caminham sempre juntos.

Como avaliar se a carteira está boa?

Para saber se os investimentos estão indo bem, não basta observar apenas o número da rentabilidade isolada. Endrigo ressalta que uma carteira de qualidade deve ser avaliada com base em sua aderência ao perfil de risco, no alinhamento com os objetivos traçados e na eficiência da relação entre risco e retorno. 

Na parcela de renda fixa, o CDI atua como um bom parâmetro de referência global para a carteira, geralmente acompanhando de perto a Taxa Selic. Alcançar 100% do CDI significa capturar a taxa básica de juros da economia, o que, em cenários normais, gera um ganho real acima da inflação.

Já Virgínia adverte que é preciso ter muita cautela diante de ofertas com retornos excessivamente acima da média do mercado. Segundo ela, retornos mais altos estão invariavelmente associados a riscos maiores, especialmente no que tange ao risco de crédito. Para Endrigo, a análise não se resume a “quanto rende”, mas sim a “quanto rende para o risco assumido”.

Como começar a agir de forma estratégica

Se você identificou que ainda não possui esses comportamentos, é perfeitamente possível organizar a casa e começar a investir de maneira profissional. 

O principal passo inicial é abandonar o comportamento reativo e adotar uma postura genuinamente estratégica.

Na prática, isso significa começar definindo metas financeiras totalmente claras e estruturar uma alocação de ativos que seja coerente com essas prioridades. 

Em seguida, o investidor deve estabelecer uma rotina disciplinada de aportes mensais e trabalhar ativamente para evitar que o noticiário de curto prazo dite suas compras e vendas. 

Por fim, sempre que possível, contar com o suporte de um profissional do mercado, como um assessor ou planejador, faz uma grande diferença na hora de trocar ideias, avaliar as premissas e acompanhar a evolução das projeções econômicas com mais segurança, segundo os especialistas.

Quer analisar todos os seus investimentos em um só lugar, em uma plataforma intuitiva? Baixe o APP B3

Fonte: Link da fonte

[the_ad_group id="566"]

Tags

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore