Além de esvaziar as sessões do plenário do Senado para adiar a votação da PEC do fim da escala 6×1, a oposição trabalha com outras estratégias para postergar a análise. Uma delas é propor alterações no texto que obrigue a proposta a ser reanalisada pela Câmara dos Deputados.
Depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) pautou o assunto nas sessões da Casa, a oposição passou a se articular para não dar quórum às sessões de discussão e adiar a votação do tema.
A preocupação é que a aprovação da matéria seja usada em favor do presidente Lula na disputa eleitoral. Além disso, aliados de Flávio Bolsonaro defendem a PEC proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que sugere o pagamento por hora trabalhada.
Os bolsonaristas, no entanto, reconhecem que votar contra a proposta pode ser um tiro no pé e desgastaria a campanha de Flávio na reta final junto à população.
Por isso, cobram que o presidente da Casa cumpra o rito regimental, sem acelerar o trâmite e, com isso, a proposta seja analisada apenas após o segundo turno das eleições.
Mas o governo corre contra o tempo e tenta conseguir assinaturas para um requerimento que encurtaria a tramitação.
A oposição já passou a defender, nos bastidores, que os senadores proponham mudanças significativas no texto que obrigue a PEC a voltar para a Câmara dos Deputados. Assim, não se desgastaria junto ao eleitor e a proposta só seria apreciada após o segundo turno das eleições.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fonte: Link da fonte













