Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente
Foi assim com Gerluce (Sophie Charlotte), de Três Graças, e tem tudo para ser a mesma fórmula com Adriana (Leticia Colin, em Quem ama cuida. Temos um novelão calcado na figura de uma mulher forte, atravessada pela dor e injustiças vitais a um melodrama, mas com um sangue nos olhos que faz dessa protagonista o charme motivador de toda a história.
Algumas outras recentes novelas brasileiras têm investido nessas heroínas modernas, personagens femininas construídas para refletir dilemas contemporâneos ligados à independência, carreira, sexualidade, maternidade e autonomia emocional. Diferentemente das protagonistas clássicas movidas apenas pelo romance, as mulheres do horário nobre passam agora a ocupar o centro das tramas como figuras complexas, contraditórias e socialmente ativas, enfrentando temas como violência de gênero, pressão estética, desigualdade profissional e exposição nas redes sociais.
Produções como Todas as Flores, Vai na Fé e Elas por Elas ajudaram, da mesma forma, a consolidar uma nova representação feminina na dramaturgia: mulheres que erram, lideram, desejam, recomeçam e não dependem exclusivamente de um par romântico para validar suas trajetórias. É menos caricato, mais factível. O público tem tudo para comprar essa ideia.
Fonte: Link da fonte









