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ANP está sobrecarregada e país tem três planos climáticos diferentes, diz presidente da Abpip

Ao falar sobre a posição das petroleiras na transição energética, Márcio Félix, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), chamou atenção para uma dificuldade de ordem regulatória. “A nossa agência (ANP, a Agência Nacional de Petróleo e Gás) tem tido uma sobrecarga com novas atribuições”, disse durante o Fórum VEJA de Energia, nesta quarta-feira, 27, em São Paulo.

O executivo argumenta que temas como hidrogênio verde e captura de carbono estão se somando a temas tradicionais da agência. “Estamos produzindo mais, mas a nossa agenda regulatória tem andado com uma velocidade muito baixa”, conclui.

Brasília está no centro das dificuldades enfrentadas pelos produtores independentes de petróleo. Além do lado regulatório, o direcionamento dado pelo governo em relação à agenda climática também atrasa avanços.

“O Brasil hoje tem três planos de transição energética”, diz Félix. Segundo o representante da Abpip, os Ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente e Indústria e Serviços (Mdic) não trabalham de maneira realmente coordenada para o tema, o que prejudica o entendimento do setor privado sobre os rumos do país. “Os três planos são mais ou menos parecidos, mas não têm uma governança conjunta”, diz.

A Abpip aponta que tem um papel a cumprir na transição energética. Tratando-se de um período de mudança, os combustíveis do passado seguem relevantes e, ao invés de concorrerem com fontes limpas, apresentam certa complementaridade, segundo Félix.

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“O mundo consome petróleo. Se nós pararmos de produzir, o país teria que importar de outros lugares”, diz. O caminho a ser percorrido, portanto, seria pela “integração” de diferentes fontes energéticas: “O Brasil tem talento para lidar com a diversidade, esse é o nosso desafio”.

O gás natural, por exemplo, é apontado como uma fonte não apenas necessária, mas chave para substituir combustíveis mais danosos ao meio ambiente. “Os produtores independentes representam cerca de 20% do mercado brasileiro de gás, apesar de produzirmos muito menos que a Petrobras”, diz Félix. “O Brasil tem o desafio de aproveitar melhor o seu gás. Hoje temos que trazer gás na Argentina e outros países”.

Fonte: Link da fonte

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