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Ata do Copom não sinaliza cortes diante de incertezas no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) afirmou em ata publicada nesta terça-feira, 5, que a extensão e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio mantém o cenário incerto. Por isso, a magnitude e a duração do ciclo de corte de juros serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises.

Na última quarta-feira, 29, o Copom reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic foi de 14,75% para 14,5% ao ano. No entanto, o Comitê não sinalizou os próximos passos da política monetária.

Segundo a ata, a incerteza com relação ao cenário externo seguiu em níveis elevados. Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, o Comitê afirma que a guerra no Irã colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos. Caso a inflação global retome a níveis preocupantes, o banco central americano pode elevar juros, o que tende a exigir cautela do Copom no Brasil.

A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo Comitê. O Copom relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta.

“Os efeitos da política monetária restritiva por período prolongado sobre a demanda agregada, que já se faziam presentes na desaceleração dos componentes cíclicos do PIB no final de 2025, ainda se fazem sentir no início de 2026 por meio da desaceleração do saldo de crédito, em particular de créditos livres”, diz a ata.

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Segundo o Copom, a atividade econômica segue mostrando sinais mistos com setores mais resilientes aos juros ainda mostrando certa resistência. Para o primeiro trimestre de 2026, o Copom esclarece que os indicadores preliminares continuam apontando na direção de uma retomada da atividade econômica em relação ao final de 2025. Este movimento é consistente com projeções e expectativas de uma variação positiva do PIB em 2026, ainda que menor que em 2025.

O Copom comenta ainda que política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros. Em recado ao governo Lula, a ata do Copom diz que a política fiscal deve atuar de forma contracíclica para contribuir para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta.

“O esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária”, diz o comunicado.

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Diante dos cenários de incertezas, a ata do Copom reforça que as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes.

“Desde a reunião anterior ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”, aponta a ata do Copom.

Segundo o Comitê, a principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado.

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Desse modo, o Copom diz que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises.

“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual a duração e extensão dos conflitos geopolíticos, assim como sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços, dificultam a identificação de tendências claras”, diz a ata do Copom desta terça-feira.

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