A balança comercial brasileira registrou superávit de 7,4 bilhões de dólares em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 4, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é fruto de 33,2 bilhões de dólares em exportações e 25,8 bilhões de dólares em importações. Na comparação com o mesmo período de 2025, as vendas externas avançaram cerca de 12%, enquanto as compras do exterior cresceram 9%.
O saldo comercial ficou quase 24% acima do registrado um ano antes. Em agosto de 2025, o país havia exportado cerca de 30 bilhões de dólares e importado 23,7 bilhões de dólares, resultando em superávit de 6,1 bilhões de dólares.
Com o resultado, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou aproximadamente 59 bilhões de dólares no mês, reforçando o ritmo de expansão do comércio exterior brasileiro em 2026. Os números chegam após um julho também positivo, quando o país registrou superávit de 7,07 bilhões de dólares.
O desempenho ocorre em um cenário de aumento das vendas de produtos brasileiros ao exterior. Na parcial do mês, até a terceira semana, as exportações já avançavam 14,4% pela média diária, puxadas principalmente por produtos como café, soja, petróleo, minérios de cobre e carnes de aves. Naquele período, as vendas externas haviam somado mais de 24,1 bilhões de dólares.
Em relação aos negócios com os principais parceiros comerciais do Brasil, as exportações brasileiras para a China somaram 8,3 bilhões de dólares no mês, mantendo o país como principal destino dos produtos brasileiros, mesmo com uma queda registrada de 11% em agosto.
No acumulado de janeiro a agosto, as vendas para o mercado chinês chegaram a 77,07 bilhões de dólares, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as exportações para os Estados Unidos recuaram 9,7% no acumulado do ano, para 24,1 bilhões de dólares, mas cresceram 12% em agosto, para 3,2 bilhões de dólares.
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