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Com guerra e risco de seca, Itaú já fala em inflação acima de 5% neste ano

A piora rápida nos indicadores de inflação ao longo de abril, reflexo dos efeitos gerados desde o início da guerra no Irã, há dois, está fazendo os analistas refazerem todas as suas contas para este ano. A revisão mais recente é a do banco Itaú, que divulgou na manhã desta quinta-feira, 30, seu relatório de cenário econômico de maio e se tornou um dos primeiros a já falar em inflação acima de 5% neste ano. “No início do ano a nossa projeção era de 3,8%”, contou a VEJA Luciana Rabelo, economista do time de análises do banco. No fim de março, esse número já tinha sido elevado para 4,5%.

Pela nova projeção, o IPCA, indicador oficial de inflação do Brasil, deve encerra o ano em 5,2%. A mudança de um número inferior a 4% para outro maior do que 5% não só dá a dimensão do quão mais cara os consumidores podem esperar que a vida fique ao longo dos próximos meses, mas, também, muda substancialmente a situação da política econômica: é a fronteira que divide o país de ficar dentro da meta ou de furar, mais uma vez, o seu teto.

A meta de inflação atual do Brasil é de 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. É função do Banco Central manter o IPCA dentro dessa banda por meio, principalmente, de suas calibrações na taxa de juros. Não à toa, o BC, que anunciou na quarta, 29, um corte na taxa Selic de 0,25 ponto, para 14,5% ao ano, apontou o aumento das incertezas globais e as novas pressões inflacionárias como razão para não fazer uma redução mais profunda, tanto quanto não se comprometer com novos cortes à frente agora.

A cada vez que os limites da meta de inflação não são cumpridos, o presidente do Banco Central, cadeira hoje ocupada por Gabriel Galípolo, deve escrever uma carta aberta analisando as razões pelo fracasso e explicando quais serão os direcionamentos nos meses à frente para que seja corrido. Pelas novas regras do regime de metas, que passaram a valer no início de 2025, a meta é considerada descumprida e o BC deve publicar essa carta aberta a cada vez que o IPCA completar seis meses contínuos acima do teto ou abaixo do piso.

“No curto prazo, com as cotações internacionais de petróleo ainda em níveis elevados, a pressão tende a ser por reajustes adicionais em gasolina, dada a defasagem entre os preços domésticos e externos”, explicou o Itaú em seu relatório. O banco também destaca as perspectivas já consensuais entre os metereologistas de que 2026 sofrerá com um El Ninõ forte, podendo trazer secas e excesso de chuvas e, com isso, prejudicar ainda mais os preços dos alimentos.

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