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Como expectativas para Superquarta impactam o mercado nesta terça-feira

A atenção dos mercados está concentrada e aguarda os acontecimentos de amanhã. A chamada Superquarta é o dia em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam as novas decisões sobre suas respectivas políticas monetárias. Em modo de cautela, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,51%, aos 188,6 pontos. O dólar também caiu levemente, aos 4,97 reais.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou sua reunião hoje, e as expectativas de especialistas é que a taxa básica de juros, a Selic, seja cortada em 0,25 ponto percentual. “O corte já está precificado e não deve provocar euforia. O que pode movimentar o Ibovespa é a sinalização de um ciclo de cortes mais curto do que o previsto”, afirma Cristiano Luersen, especialista em investimentos e sócio da Wiser Investimentos.

No Boletim Focus divulgado ontem, economistas elevaram as projeções do juros para 13% em 2026. A leitura é de que o dado reflete a percepção de que há menos espaço para afrouxamento após o choque do petróleo, que continua com sua oferta comprometida e sua cotação em alta devido à falta de resolução do conflito bélico entre EUA e Irã.

Ainda no cenário doméstico, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, prévia oficial da inflação, soma-se ao foco da Superquarta e indica uma aceleração nos preços em meio à pressão de alimentos e combustíveis derivados do petróleo. A aceleração de 0,89% em abril reitera a perspectiva de que há pouco espaço para cortes na Selic.

As decisões se manifestarão de forma mais imediata no câmbio e na curva de juros. No mercado de câmbio, o diferencial de juros entre Brasil e EUA continua sendo o principal fator de proteção ao real. Com a Selic em 14,50% após o corte esperado e os juros americanos entre 3,5% e 3,75%, o Brasil ainda oferece um dos maiores retornos reais do mundo para o capital estrangeiro.

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Luersen explica que esse diferencial funciona como um amortecedor, mas o risco de alta da moeda americana reside no cenário externo: um Federal Reserve (Fed) com tom mais duro fortalece o dólar globalmente, impactando o real independentemente do comunicado do Copom. As projeções apontam que o banco central americano deve manter os juros por lá.

Os índices de moedas e ações também carecem de catalisadores em relação ao ambiente global e a guerra no Oriente Médio, que continua sem resolução e cheio de incertezas. Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã entrou em contato com seu governo para informar que está “em estado de colapso”, pedindo que a Marinha americana levante seu bloqueio contra navios e portos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”. 

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

Fonte: Link da fonte

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