A protagonista para os mercados nesta quarta-feira, 17, é a “Superquarta”, dia em que tanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve quanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúnem para definir o futuro de suas políticas monetárias. Nos Estados Unidos, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros, que veio em linha com o que era amplamente esperado pelo mercado. Assim, o intervalo continua de 3,50% a 3,75%.
O Fed, banco central americano, afirmou em comunicado que a atividade econômica continua se expandindo em ritmo sólido, apesar do elevado nível de incerteza, atribuído em parte às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado de trabalho também segue resiliente, com a geração de empregos acompanhando o avanço da força de trabalho e a taxa de desemprego apresentando pouca variação.
Essa foi a primeira decisão de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh, indicado ao cargo pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A sua coletiva foi o principal catalisador dos negócios durante o dia. O novo comandante da autoridade monetária afirmou, entre outros recados, que pretende abandonar a prática de oferecer sinalizações prévias ao mercado. Segundo ele, o comunicado divulgado após a reunião “oferece apenas os fatos e nenhuma orientação futura que seja aplicável às circunstâncias atuais”.
O dólar encerrou em valorização, cotado a 5,11 reais. A alta foi impulsionada por uma leitura mais hawkish (dura) do comunicado do banco central americano, que “pegou o mercado de surpresa”, segundo especialistas. “Sem dar pistas, Warsh colocou um sinal de que a inflação, a prioridade, ainda atrapalha possíveis cortes de juros no país”, diz Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos.
Após o fechamento do mercado, o Copom anunciará a decisão sobre a taxa básica de juros da economia, a Selic. O mercado aposta em um corte de 0,25 ponto percentual, o que a levaria para 14,25% ao ano. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou o dia em queda de 0,70%, em operação de aguardo e cautela.
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