O governo Lula admite o temor de uma possível interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras e, por isso, avalia que é preciso monitorar qualquer sinal de avanço do presidente norte-americano.
Na avaliação de diplomatas, está cada vez mais clara a tentativa de Trump de interferir no processo eleitoral. Apesar disso, uma fonte diz, sob reserva, que “o Brasil não é uma Venezuela”.
A referência é feita após Trump capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sugerir a invasão a outros países do continente.
Durante o G7, Trump chamou a situação política do Brasil de perigosa e defendeu a família Bolsonaro.
O governo diz que não se pode subestimar o interesse dos Estados Unidos no hemisfério Sul e que é preciso “ficar de olho”. A ordem é monitorar com lupa as declarações e sinais que o norte-americano dará.
No Palácio do Planalto, o receio também existe, mas interlocutores do presidente Lula defendem reação imediata. A fala do petista ao rebater Donald Trump já é uma demonstração do tom que será adotado pelo governo brasileiro.
Uma ala do governo diz, no entanto, que os sinais dados por Trump têm sido contraditórios e que é preciso entender o que se passa na cabeça no norte-americano. Isso porque, ao mesmo tempo em que diz gostar de Lula, ele também sai em defesa da família Bolsonaro.
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