De um dia para o outro, a atriz e apresentadora Solange Couto se tornou vilã aos olhos do público do BBB 26, posição conquistada após falas que pouco abalaram a casa mais vigiada do Brasil, mas revoltaram seus espectadores. Indo além do tom estapafúrdio das típicas “tretas” que movem a narrativa do programa, a participante recorreu a ofensas graves, nada divertidas e carregadas de insinuações violentas.
Tudo começou na tarde de quarta-feira, 25, quando Samira chamou a colega de casa para almoçar. Solange se irritou com o convite da amiga de Ana Paula e disparou: “Eu nasci do prazer, não nasci de estupro não. Quando a pessoa é infeliz assim, é infeliz porque deve ter nascido de trepada mal dada”. Ao seu lado, Babu Santana não respondeu à afirmação.
No dia seguinte, 26, Solange esteve em roda com Babu e Chaiany e declarou outra fala violenta sobre Ana Paula: “Quando Deus não deu filhos à ela, é porque sabe que ela não teria capacidade de amar alguém, já que ela não gosta de gente”. Desta vez, Babu tentou aplacar a amiga e a alertou: “Não fala isso não que é isso que ela quer, ela quer ser desumanizada”.
As falas não foram ouvidas ou respondidas pelas rivais de Solange na casa, mas ofenderam muitas pessoas que as viram na televisão. A associação entre a concepção e a personalidade de uma pessoa, afinal, é inteiramente descabida e banaliza a violência contra as mulheres. Já o que foi dito sobre Deus e gestações saiu pela culatra e atingiu milhares de espectadoras que não tem culpa por seus problemas de fertilidade. Antes, a participante já havia sido transfóbica ao se comparar com “um travesti velho”, no masculino, ao vestir peruca.
O tom foi tão surpreendente que parte do público esperava alguma intervenção do apresentador Tadeu Schmidt durante o ao vivo de quinta-feira, 26, mas nada foi dito. Nas redes, a TV Globo é acusada de proteger Solange: “Cadê o Tadeu dando uma na Solange por conta da sua fala totalmente nojenta? Ficar quieto perante uma fala dessas é consentir. Antes de transmissora de um reality, a Globo é uma emissora aberta e tem responsabilidade”, argumentou um perfil no X, antigo Twitter.
Outro fator que chama atenção é que a empresa registrou o bordão “não é brinquedo não”, popularizado pela atriz como Dona Jura no folhetim O Clone. Vai ser difícil lucrar em cima do chavão ou limpar a imagem da artista — como demonstra o péssimo comunicado emitido por sua equipe:
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