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Copom deve cortar Selic para 13,75%, mas mercado se divide sobre a próxima reunião

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual no comunicado que será divulgado na noite desta quarta-feira, 16. Com isso, a taxa deve passar de 14% para 13,75% ao ano. A principal dúvida entre os analistas consultados por VEJA Negócios é se o ciclo de cortes continuará nas próximas reuniões. A maioria das casas prevê uma pausa ainda em 2026.

Para os analistas do BTG Pactual, o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto nesta reunião e interromper o ciclo de cortes em novembro. Segundo o banco, a estratégia de flexibilização ocorreu em meio à deterioração das expectativas de inflação.

“Uma interrupção ajudaria a estabilizá-las e permitiria incorporar as definições pós-eleitorais sobre a política econômica, diante de um cenário inflacionário adverso e de um balanço de riscos assimétrico”, dizem Tiago Berriel, Mateus Della, Iana Ferrão, Ederson Schumanski e João Aveiro, que assinam o relatório.

O BTG projeta que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano e termine 2027 em 12,5%.

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“A desalavancagem das famílias é o principal risco baixista para a atividade e os juros. Ainda assim, em ambiente de baixa credibilidade fiscal, uma desaceleração abrupta da atividade pode elevar o prêmio de risco, depreciar o câmbio e limitar novos cortes”, concluem os analistas.

Cenário externo também pesa

A XP Investimentos também vê riscos para a trajetória da inflação. Entre eles estão a pressão sobre os preços do petróleo e os efeitos do El Niño, que podem dificultar a convergência da inflação. O petróleo voltou a superar a marca de 100 dólares por barril, reacendendo o temor de pressão sobre os preços globais.

Apesar disso, a XP avalia que o Copom deve continuar olhando para horizontes mais longos, após a dissipação dos choques de curto prazo.

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“O comunicado pós-decisão deve reiterar que o cenário ‘requer serenidade e cautela na condução da política monetária’. Acreditamos, inclusive, que uma pausa no ciclo de flexibilização monetária seria justificável. Mas não acreditamos que isso ocorrerá”, afirma Caio Megale, economista-chefe da XP, em relatório enviado aos clientes.

A XP estima que o Copom fará mais dois cortes de 0,25 ponto percentual e que a Selic encerrará 2026 em 13,25% ao ano. Para 2027, a projeção é de 11,50%.

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O Itaú BBA, por sua vez, também prevê uma pausa no ciclo de cortes. Segundo os analistas, embora a moderação recente da atividade e uma inflação mais benigna abram espaço para novas reduções, o câmbio mais depreciado e os riscos de alta para a inflação de 2027 recomendam cautela.

“Seguimos avaliando que uma estratégia de pausa temporária, com posterior reavaliação do cenário, parece mais adequada”, concluem os analistas do Itaú.

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Assim, a expectativa para esta quarta-feira é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 13,75% ao ano. A divergência entre os analistas está nos próximos passos: enquanto a XP ainda vê espaço para duas reduções, BTG e Itaú BBA esperam uma pausa no ciclo de cortes.

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