A crise imobiliária alemã deixou de ser apenas um problema para quem procura moradia. A falta de imóveis acessíveis também dificulta a contratação de trabalhadores nas cidades onde estão concentradas as oportunidades.
Em todo o país, estima-se uma escassez de 1,4 milhão de apartamentos nas faixas de preço baixa e média. Segundo a PwC, 4 em cada 5 empresas dizem que a crise habitacional dificulta encontrar e manter profissionais qualificados.
Em Munique, o aluguel de novos contratos chega a 25 euros por metro quadrado. A pressão é tanta que candidatos estrangeiros passaram a perguntar sobre moradia antes mesmo de aceitar uma vaga.
Algumas empresas já assumem parte do problema. A Stadtwerke München construiu ou comprou 1,5 mil apartamentos para funcionários e pretende chegar a 3 mil até 2030.
O paradoxo é direto: há empregos onde falta moradia acessível e moradia barata onde faltam empregos. Na prática, o custo de viver nas grandes cidades começa a afetar a própria capacidade da Alemanha de atrair trabalhadores.
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