Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que 64% dos brasileiros têm interesse no futebol. Essa faixa se divide entre os que declaram ter muito interesse (28%) e um pouco de interesse (35%). Outros 36% dizem não ter nenhum interesse.
O levantamento foi feito nos dias 22 e 23 de julho. Foram ouvidas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios das cinco regiões do Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
As entrevistas apontaram um interesse maior dos homens em relação ao das mulheres. Entre eles, os interessados são 77% (44% com muito interesse, 33% com um pouco de interesse). Entre elas, as interessadas são 52% (14% com muito interesse, 38% com um pouco de interesse). Nesse recorte, a margem de erro é de três pontos percentuais.
Nota-se também uma distinção clara no recorte do grau de escolaridade.
Entre aqueles com ensino fundamental, só 49% têm interesse (22% com muito, 27% com um pouco; margem de erro de quatro pontos percentuais). O número sobe para 67% entre as pessoas com ensino médio (32% com muito, 35% com um pouco; margem de erro de três pontos percentuais) e 75% entre aquelas com ensino superior (29% com muito, 46% com um pouco; margem de erro de quatro pontos percentuais).
De maneira geral, o índice de interesse caiu em relação ao observado na pesquisa anterior sobre o tema, realizada de 31 de julho a 7 de agosto de 2023. Na ocasião, eram 72% de interessados, ante os 64% atuais. O número de desinteressados subiu de 28% para 36%.
O mais recente levantamento ocorreu dias após o término da Copa do Mundo, com vitória da Espanha sobre a Argentina na decisão. O Brasil teve no torneio uma campanha decepcionante, interrompida nas oitavas de final, em derrota por 2 a 1 para a Noruega.
Agora as atenções se voltam para a disputa feminina. A Copa de 2027 ocorrerá em território brasileiro, e a expectativa é que o futebol das mulheres possa angariar novos interessados. A seleção verde-amarela mostrou qualidade nos últimos anos e vem da conquista de uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris.
“É motivo de muito orgulho sediar a Copa do Mundo feminina. Será uma oportunidade de mostrar ao mundo a nossa paixão pelo futebol e, principalmente, a força do futebol feminino brasileiro. Temos a certeza de que este será um Mundial transformador, capaz de inspirar meninas em todas as regiões do Brasil e deixar um legado duradouro”, afirmou o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud.
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