Nem só de continuações vive 2026. Embora o ano tenha trazido novas temporadas de fenômenos consagrados, como Bridgerton e Hacks, foram as estreias que provaram que ainda há espaço para boas surpresas no streaming. De fantasia medieval a dramas familiares, passando por suspense, distopia, terror cômico e romances contemporâneos, estas são as séries que mais merecem a atenção do público até aqui.
1. O Cavaleiro dos Sete Reinos (HBO Max)
Depois de Game of Thrones e A Casa do Dragão, parecia difícil encontrar uma nova história em Westeros que não dependesse de guerras gigantescas e dragões. Cavaleiro dos Sete Reinos faz justamente o contrário: aposta em uma aventura mais intimista, acompanhando o cavaleiro Dunk (Peter Claffey) e seu jovem escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell) décadas antes dos eventos da série original. A produção resgata o espírito de jornada e amizade dos livros de George R.R. Martin, com um ritmo mais contemplativo e personagens extremamente carismáticos. É imperdível porque mostra que o universo de Westeros continua fascinante mesmo quando reduz a escala e amplia a humanidade de seus protagonistas.
2. Bridgerton (quarta temporada, Netflix)
A quarta temporada devolveu o frescor à principal franquia romântica da Netflix ao adaptar a história de Benedict Bridgerton (Luke Thompson). Inspirada em um conto de fadas clássico, a temporada combina bailes luxuosos, conflitos de classe e um romance que recupera o charme das primeiras temporadas. Além do casal central, Benedict e Sophie (Yerin Ha), a série continua desenvolvendo os demais membros da família com equilíbrio raro entre drama e entretenimento. É imperdível porque entrega exatamente o que o público espera da produção, mas com personagens mais maduros e uma narrativa emocionalmente mais consistente.
3. Hacks (quinta e última temporada)
Poucas comédias envelheceram tão bem quanto Hacks. Na despedida de Deborah Vance (Jean Smart) e Ava Daniels (Hannah Einbinder), a série encontra o equilíbrio perfeito entre humor afiado e emoção, encerrando uma das relações mais interessantes da televisão recente. A temporada final evita soluções fáceis e oferece um desfecho coerente para suas protagonistas, mantendo o texto inteligente que transformou a produção em referência. É imperdível porque prova que uma série pode terminar no auge, sem perder a identidade.
4. O Segredo de Widow’s (Apple TV)
Misturando suspense psicológico, drama familiar e momentos cômicos certeiros, O Segredo de Widow’s constrói sua narrativa a partir de um mistério que cresce a cada episódio. Na trama, o prefeito Tom (Matthew Rhys) luta para tornar sua ilha em um destino pitoresco à la Martha’s Vineyard, ignorando os perigos sobrenaturais que sua comunidade esconde. A investigação sobre acontecimentos do passado do local serve apenas como ponto de partida para explorar culpa, trauma e relações marcadas por segredos. A direção aposta na atmosfera tensa em vez de reviravoltas gratuitas, tornando a experiência ainda mais envolvente. É uma produção difícil de abandonar depois do primeiro capítulo.
5. Margo Está em Apuros (Apple TV)
Adaptada do romance homônimo, a série acompanha a jovem aspirante a escritora Margo (Elle Fanning) que vê sua vida sair completamente do controle após uma gravidez inesperada de seu professor da faculdade que esconde que é um homem casado e com dois filhos. Sem dinheiro e desesperada para cuidar do filho sozinha, a jovem entra no mundo do OnlyFans e precisa da ajuda dos pais, interpretados por Michelle Pfeifer e Nick Offerman para dar conta de tudo. O roteiro alterna humor, drama e crítica social sem perder a leveza, discutindo maternidade, fama digital e cancelamento com inteligência. É imperdível porque transforma um tema contemporâneo em uma história profundamente humana e divertida.
6. Pela Metade (HBO Max)
Idealizada por Richard Gadd, criador e protagonista de Bebê Rena, fenômeno da Netflix, Pela Metade acompanha a história de dois irmãos de consideração que dividiram um passado conturbado e repleto de segredos. A relação destrutiva e intensa entre Niall (Jamie Bell) e Ruben (Gadd) serve para abordar masculinidade tóxica e dependência emocional.
7. Os Testamentos (Disney)
Spin-off de O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) e baseada na obra de Margaret Atwood, a série se passa quinze anos após os acontecimentos da trama original e segue duas jovens, Agnes (Chase Infiniti), moradora de Gilead; e Daisy (Lucy Halliday), que vive no Canadá, e têm seus caminhos cruzados pelo destino. A história acompanha a dura luta clandestina de mulheres para derrubar a opressão teocrática por meio de uma nova geração e de figuras inesperadas. Um drama inspirador sobre feminismo e resistência. É uma das séries mais importantes do ano porque mostra que boas distopias continuam dialogando diretamente com o presente.
8. Emergência Radioativa (Netflix)
Inspirada em um desastre nuclear que abalou a cidade de Goiânia, Emergência Radioativa acompanha médicos, cientistas, militares e autoridades tentando impedir que uma tragédia local se transforme em uma crise internacional. A produção combina drama humano com suspense político e impressiona pela recriação técnica dos cenários e pela sensação constante de urgência. Mais do que uma série-catástrofe, é uma reflexão sobre responsabilidade, ciência e decisões tomadas sob enorme pressão. Estrelada por Johnny Massaro e Leandra Leal, é um dos thrillers mais eletrizantes do ano.
9. O Testamento: O Segredo de Anita Harley (Globoplay)
Uma das grandes surpresas nacionais do Globoplay em 2026, a série documental O Testamento: O Segredo de Anita Harley revela os bastidores da vida de Anita Harley, a principal acionista das Casas Pernambucanas, que está em coma há quase uma década após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). A produção traz as disputas em torno de sua herança bilionária, com os imbróglios judiciais entre parentes da empresária, sua antiga secretária e uma dama de companhia que alega ter sido casada com Anita e ter tido um filho de consideração com ela.
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