A chamada economia prateada deixou de ser uma promessa futura e já se consolidou como uma realidade que movimenta setores inteiros da economia. Durante o programa Mercado, da VEJA+TV, Fernando Vinuela Garre, desenvolvedor da Gateware, destacou que áreas como serviços financeiros, saúde, e-commerce, mobilidade, serviços públicos digitais e até a gestão de pequenos negócios já capturam o valor desse público de forma expressiva. No setor financeiro, por exemplo, ele lembra que fintechs encontram uma oportunidade clara ao atender um consumidor que concentra renda, aposentadoria, crédito, pagamentos, seguros e investimentos. Como resumiu, “a economia prateada não está entrando no digital. Ela já entrou”
Para Garre, o desafio não está na capacidade de adaptação desse público, mas na forma como a tecnologia ainda é pensada. Segundo ele, muitas plataformas continuam sendo desenhadas para um perfil mais jovem e habituado ao erro e à repetição. “O problema não é o público de 60 mais entender a tecnologia… a tecnologia não foi suficientemente bem desenhada para ser compreendida”, afirmou.
Enquanto os mais jovens testam e insistem, o consumidor sênior tende a abandonar uma jornada digital quando encontra excesso de complexidade, o que exige interfaces mais intuitivas e seguras.
No empreendedorismo, especialmente entre os próprios profissionais 60+, Fernando reforçou que segurança digital e prevenção a fraudes precisam estar no centro das estratégias. Ele também defendeu que a inteligência artificial deve ser vista como aliada e não como ameaça. “Ela não veio para derrubar os empregos. Ela vem para potencializar esse time de 60 mais”, disse, citando assistentes virtuais auto explicativos como exemplo. Para ele, a transformação vai além da inclusão: trata-se de redesenhar o ambiente digital para uma sociedade que vive mais, empreende mais e consome com mais consciência.
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