O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (16) que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele não respeitou o devido processo legal, era “sem pé nem cabeça” e visava impedir sua participação nas eleições deste ano.
Eduardo foi condenado de forma unânime pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo, sob acusação de ter articulado uma tentativa de intimidação dos Estados Unidos ao Judiciário brasileiro com o objetivo de impedir o julgamento da trama golpista —em que o pai dele, Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
O ex-deputado tentava participar do pleito deste ano como primeiro suplente do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado.
Em nota divulgada à imprensa após a decisão do Supremo, Eduardo afirmou que até hoje não foi citado de forma legal e atacou o relator, ministro Alexandre de Moraes.
“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, diz o ex-deputado.
Com a condenação, Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, se torna “ficha suja” e fica impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ainda cabe recurso contra a decisão.
Fonte: Link da fonte










