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Elton John faz show apoteótico e entra para a história do Rock in Rio mais uma vez

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Nenhum momento era mais aguardado neste Rock in Rio do que a última apresentação do ícone inglês Elton John no festival, que aos 79 anos já se despede dos shows ao vivo há quase uma década. Sobre o Palco Mundo na noite de segunda-feira, 7, o veterano não decepcionou: bastava que ele movesse um dedo para que o público fosse à loucura, como ao tocar a nota que inaugura o clássico Bennie and the Jets.

Foram quase duas horas e meia de show — duração bem mais generosa do que a 1h45 prevista anteriormente pela organização —, preenchidas por uma setlist inigualável. Dono de um dos repertórios mais célebres dos últimos 50 anos de música, o artista tem acesso a uma grande lista de sucessos para escolher, e pode assim se dar ao direito de deixar de fora uma faixa tão contagiante quanto The Bitch is Back, por exemplo. Indo além do óbvio, Elton decidiu surpreender o público com faixas menos ubíquas como Crocodile Rock — dedicada aos fãs — e a satírica Honky Cat, na qual fez menção à própria cinebiografia, Rocketman (2019). O público acompanhava cada palavra, e o coro só diminuiu nos momentos mais verborrágicos de Levon, Philadelphia Freedom e The One.

Não só ele demonstrava vigor e uma voz absolutamente preservada e descansada, como também seus colegas de longa data. Os percussionistas Nigel Olsson e Ray Cooper, em especial, pareciam retirados dos anos 1990, quando acompanharam o astro na vinda ao Rio de Janeiro para a turnê do disco Made in England. Naquela época, Elton se apresentou para 40. 000 pessoas no Estádio do Flamengo — uma das lembranças que embalaram sua versão apoteótica de I’m Still Standing.

Para encorpar a canção sobre resiliência, o astro encomendou um mosaico de vídeos que registravam sua penetração na cultura pop, desde um encontro com Miss Piggy até sua paródia no seriado South Park. Após mais de cinco décadas de carreira, Elton pode (e deve) se vangloriar de ter se tornado mais do que um cantor: um sinal dos tempos, molde de estilo e símbolo de libertação, fonte de melodias inesquecíveis, as quais tocará perante o público até quando for possível. Agora, ele viaja ao México em outubro para apresentar mais dois shows — sorte a deles.

Fonte: Link da fonte

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