Em um ambiente de juros elevados, crédito mais caro e pressões externas sobre energia e insumos, a FIEMG avaliou o impacto de normas aprovadas entre 2023 e 2025 e concluiu que elas ampliaram em cerca de 147 bilhões de reais por ano o custo de produzir, contratar e investir no Brasil. O estudo analisou 45 atos normativos e apontou efeitos negativos de 290,7 bilhões de reais anuais contra impactos positivos de 143,7 bilhões de reais, reforçando o avanço do chamado Custo Brasil, que representa despesas adicionais enfrentadas pelas empresas em comparação à média dos países da OCDE.
As áreas trabalhistas, ambientais, energéticas e tributárias foram as que mais pressionaram os custos, com destaque para as normas ligadas ao mercado de trabalho, que adicionaram 115,6 bilhões de reais em obrigações e despesas de contratação. Atualmente, o Custo Brasil é estimado em 1,7 trilhão de reais por ano, o equivalente a 19,5% do PIB nacional, e representa um dos principais entraves à competitividade e ao crescimento sustentável da indústria.
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