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Isabella Santoni chega aos 30 em fase de virada na carreira

Isabella Santoni vive uma fase de amadurecimento pessoal e profissional, prestes a chegar aos 30 anos agora em maio. Em entrevista à coluna GENTE, ela fala sobre a experiência de dividir o palco com Luiz Fernando Guimarães na comédia Baixa Sociedade, texto clássico de Juca de Oliveira que teve a temporada prorrogada em São Paulo após sessões lotadas. Fora dos palcos, Santoni conta que busca equilíbrio na rotina com a prática de esportes, momentos perto do mar e a vida a dois com o produtor Henrique Blecher.

O que tem te marcado com a experiência em Baixa Sociedade? A prorrogação (da temporada) é um termômetro muito honesto, né? Teatro se sustenta com público. O que mais me marca é a forma como o público se reconhece, identifica situações familiares, e reage a isso através do riso. É uma comédia, mas tem um desconforto, porque a peça toca em comportamentos que soam estruturais da sociedade brasileira.

O texto foi escrito por Juca de Oliveira em 1979. Que temas da obra mais dialogam com o momento que vivemos hoje? O mais forte é perceber que o texto não envelheceu em muitos aspectos, o que tem também seu desconfortável. A peça fala de comportamento, de relações, dessas pequenas concessões que a gente vai normalizando. Hoje o discurso mudou mas, no fundo, muita coisa continua igual e precisa evoluir concretamente.

A montagem ganhou um significado ainda mais forte após a morte de Juca de Oliveira. Há emoção diferente? Parece que aumentou a nossa responsabilidade em manter o texto vivo, uma vontade maior de honrar essa história.

Você divide o palco com Luiz Fernando Guimarães. Como tem sido a troca com ele? Luiz é um dos grandes presentes desse projeto. Hoje, tenho a alegria de poder chamá-lo de amigo. Além da admiração, construímos uma relação viva. Ele é extremamente generoso e me surpreende o tempo todo, isso mantém a troca pulsando. É um ator que ama o jogo do momento presente, gostamos de surpreender um ao outro, de testar caminhos diferentes a cada apresentação.

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Fora do trabalho, como é a Isabella no dia a dia? Tento buscar coisas simples, que me reconectem. Estar perto do mar, por exemplo, me reorganiza, tem algo ali que desacelera e me ensina a respeitar o tempo das coisas. Também gosto de me desligar assistindo filmes, lendo, contemplando arte… tudo isso acaba alimentando meu trabalho de alguma forma. E tem um lado meu que é mais curioso, inquieto. Tenho me interessado cada vez mais pela criação por trás da câmera, desenvolvendo projetos.

Que práticas você cultiva para cuidar da sua saúde mental e manter o equilíbrio? Fui entendendo que não dá pra esperar o equilíbrio vir de fora, tento construir isso no meu dia a dia. Terapia é uma base importante, me ajuda a organizar o que estou sentindo. Também gosto de fazer esporte, isso impacta minha cabeça, é quando consigo desligar.

Você também esteve em produções para o audiovisual, como a série Dom. O que muda, como atriz, quando está no palco em comparação com o trabalho diante das câmeras? Muda a relação com o tempo e com o controle. No audiovisual, você constrói a cena em partes e só entende o resultado completo depois, na edição. No teatro, a cena acontece inteira, em fluxo, e se constrói ali, junto com a plateia. Você também não tem controle, mas por outro motivo, tudo está acontecendo ao mesmo tempo. Isso exige uma escuta e presença mais contínuas. No audiovisual, a relação é mais silenciosa, mas igualmente potente.

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Sobre o com Henrique Blecher, como equilibrar a vida pessoal com agendas profissionais tão intensas? A gente entende que equilíbrio não é algo fixo, é um ajuste constante. Tem fases em que o trabalho exige mais de um, outras do outro, por vezes muito dos dois. O mais importante é ter essa escuta e flexibilidade. Ao mesmo tempo, a gente cuida muito do que é nosso. No fim, é sobre parceria mesmo, de apoiar, respeitar os momentos e crescer junto, sem perder a individualidade.

O que a vida a dois tem te ensinado nesta nova fase? A vida a dois me trouxe uma consciência maior de construção. De entender que tudo é escolha: nosso tempo, energia, prioridades, e que essas escolhas têm impacto não só em mim, mas no outro também.

Olhando para frente, que desafios artísticos gostaria de explorar? Tenho buscado projetos que me tirem do lugar confortável, personagens que não se revelem de forma óbvia e que tenham contradição. Me interessa cada vez mais, quando possível, claro, estar também envolvida no processo como um todo, não só como atriz, mas também no desenvolvimento, pensando narrativa e estética. Criando desde a origem. Hoje, inclusive, estou desenvolvendo um projeto ainda em sigilo, atuando também como produtora e consultora de roteiro, e tem sido um processo muito rico nesse sentido.

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