Muitos times brasileiros oscilam demais durante o ano. Alternam sequências de vitórias e derrotas. Pelo equilíbrio técnico e por outros fatores, basta um cochilo, um erro do árbitro, uma falha individual e inúmeros detalhes previsíveis e imprevisíveis para mudar os resultados e os desempenhos das equipes. Rodinei teve uma privação de sentidos no gol contra do Santos na partida contra o Bragantino ou foi um ato falho, um desejo inconsciente de marcar um belo gol de cabeça contra o adversário?
Na fase negativa das equipes, a solução, o fator novo, expressão da moda, tem sido a troca de treinadores com a esperança de que eles tragam nova estratégia ou uma solução mágica. Muitas vezes dá certo pela competência do treinador, por razões emocionais e por outros detalhes ocasionais.
Muitos analistas desprezam o acaso como se fosse uma ignorância científica. Acaso não é sorte nem mistério. São fatos habituais presentes no futebol que não sabemos quando e onde vão ocorrer. Os grandes momentos do jogo, os gols e outras jogadas espetaculares, surgem de repente, sem planejar. Os grandes craques descobrem novos caminhos, reinventam o futebol.
Neste final de ano, teremos grandes decisões e partidas mais emocionantes. Independentemente do que vai ocorrer, o futebol brasileiro precisa evoluir dentro e fora de campo. São inadmissíveis tantos jogos tumultuados, simulações, reclamações, agressões, além de um péssimo calendário e tantos gramados ruins.
É preciso investir mais nas categorias de base, com dinheiro e mais conhecimentos técnicos e científicos, como faz o Palmeiras. Três jovens jogadores convocados por Ancelotti (Endrick, Estêvão e Allan) brilharam recentemente no Palmeiras, foram campeões e negociados por grandes fortunas para a Europa. Com o dinheiro, o Palmeiras contratou vários ótimos jogadores, manteve um forte elenco e ainda teve um bom lucro.
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O futebol brasileiro não pode se limitar a tomar medidas pontuais. Precisa de transformações estruturais. O futebol é uma continuação da sociedade. O Brasil, nos últimos 50 anos, não conseguiu resolver os graves problemas estruturais que assolam o país, como a corrupção, a violência, a educação, a falta de saneamento básico e a produtividade. O Brasil é o país do futuro que nunca chega.
Enquanto isso a bola rola. Os treinadores estão atentos neste momento de decisões. Se o Grêmio não for rebaixado e se tornar campeão da Copa do Brasil, Renato Gaúcho vai se declarar o melhor técnico do mundo. Se nada disso acontecer, ele dirá que o elenco é fraco, formado pelos treinadores anteriores e que não pode fazer milagres.
Se o poderoso Flamengo, eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, não ganhar o Brasileirão, Leonardo Jardim será despedido. Ganhar o Brasileirão é obrigação, dizem as faixas no campo feitas pelos torcedores. Vários outros treinadores estão próximos do sucesso e do fracasso.
O futebol é muito maior do que um jogo de surpresas e incertezas. É um ensinamento de humildade, uma representação da insignificância humana.
Parabéns ao futebol feminino do Cruzeiro pela conquista da Libertadores. A final contra o Corinthians foi emocionante, terminou 4 a 4 e a equipe mineira foi campeã nos pênaltis.
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