Os mercados globais operaram em movimento de maior apetite ao risco nesta segunda-feira, 15. O principal catalisador é o acordo de paz para acabar com a guerra no Oriente Médio previamente assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Bagher Qalibaf.
Ainda não é claro se a assinatura foi feita de forma virtual ou via interlocutores. A cerimônia de assinatura presencial está marcada para a sexta-feira, 19, em Genebra, na Suíça, embora as partes não tenham divulgado quem serão seus representantes no evento. Nesta manhã, todavia, o primeiro petroleiro comercial atravessou com sucesso o Estreito de Ormuz, rota vital para o fornecimento de petróleo e gás, após o anúncio do acordo preliminar — motivo suficiente para gerar repercussão positiva.
No entanto, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou em baixa de 0,42%. A queda foi influenciada principalmente “pelo desempenho negativo das ações ligadas ao setor de petróleo, que passaram a recuar de forma mais intensa, acompanhando a forte queda da commodity no mercado internacional”, explica Rafael Pastorello, portfólio manager do banco Sofisa. O barril de petróleo brent desvalorizou mais de 4% hoje, recuando à cotação de cerca de 83 dólares. As ações da Petrobras (PETR4), por sua vez, despencaram 5,15%.
No Brasil, a agenda econômica contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Economistas consultados pelo Banco Central elevaram, pela 14ª semana consecutiva, as projeções para a inflação do país, que deve encerrar 2026 em 5,30%, ante as expectativas de 5,11% da semana anterior. O relatório também subiu a expectativa para a taxa Selic ao fim do ano, que passou de 13,50% para 13,75%.
Agora, os investidores aguardam com cautela a “Superquarta”, dia em que ambos o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o Federal Reserve (Fed), banco central americano, anunciam suas decisões sobre a política monetária de seus respectivos países. É essa atenção que faz com que o dólar operasse em estabilidade durante o dia, mantendo a cotação de 5 reais.
Até antes do anúncio do acordo de paz no Oriente Médio, o mercado apostava em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Brasil, mas também considerava a possibilidade de manutenção. Nos EUA, a expectativa geral é de manutenção nos juros, diante da persistência da inflação em níveis considerados elevados.
Fonte: Link da fonte










