Astrônomos revisaram a análise de um exoplaneta chamado GJ 3378b e apontaram que ele pode ser um mundo rochoso com características mais próximas da Terra do que se imaginava. O objeto fica a cerca de 25 anos-luz do Sistema Solar, em órbita de uma estrela anã vermelha localizada na constelação da Girafa.
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A descoberta original ocorreu em 2024 por pesquisadores franceses, que identificaram o planeta a partir de medições feitas com o Telescópio Canadá-França-Havaí, no observatório de Mauna Kea. Em nova análise conduzida por cientistas dos Estados Unidos, os dados foram atualizados e indicam mudanças relevantes em massa e órbita.
Apesar de estar na zona considerada favorável à existência de água líquida, especialistas ainda não conseguem afirmar se o planeta possui atmosfera ou condições para sustentar vida, já que a forte atividade da estrela pode ter removido camadas gasosas ao longo do tempo.
O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal em 30 de junho e pode ser lido clicando aqui.
Detalhamento da descoberta e revisão dos dados
A reavaliação científica reduziu a estimativa de massa do planeta de 5,26 para cerca de 2,3 vezes a massa da Terra, o que alterou a classificação inicial de um possível mini-Netuno para um cenário mais compatível com uma super-Terra rochosa.
Além disso, o período orbital foi ajustado de 25 para 21 dias, o que posiciona o planeta mais próximo de sua estrela. Essa mudança reforçou a hipótese de que ele recebe aproximadamente 90% da radiação que a Terra recebe do Sol, colocando-o dentro da zona habitável estimada.
O método de detecção não envolveu passagem do planeta diante da estrela. Ele foi identificado pelo efeito gravitacional que provoca um leve movimento de “oscilação” na estrela, observado por meio do deslocamento espectral da luz emitida.
Limitações para avaliar habitabilidade

Como o planeta não transita em frente à sua estrela, técnicas usadas por telescópios como o James Webb não conseguem analisar sua atmosfera. Isso impede a identificação de possíveis sinais químicos que indicariam condições de habitabilidade.
Cientistas destacam que estrelas anãs vermelhas podem emitir radiação intensa capaz de remover atmosferas planetárias. Por isso, ainda não há consenso sobre a presença de gases ao redor de GJ 3378b.
A expectativa da comunidade científica se volta para futuras missões, como o Observatório de Mundos Habitáveis, previsto para as décadas de 2040, que poderá ajudar a esclarecer se o planeta mantém atmosfera e se há indícios de condições favoráveis à vida.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
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