Com dificuldade em formar alianças com outros partidos, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não deve apresentar um vice até a sua convenção eleitoral, marcada para o sábado (25), em São Paulo. O evento deve ocorrer, portanto, sem que a chapa esteja completa.
Para contornar sua rejeição pelo público feminino, potencializada pela briga com Michelle Bolsonaro (PL), o senador busca uma candidata a vice-presidente mulher. Sua preferência é pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), mas a escolha depende de uma coligação com o partido dela, o que hoje é tido como improvável.
“A princípio, não será anunciada [a chapa completa na convenção]. Nós temos até o dia 5 de agosto”, afirmou, nesta segunda-feira (20), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. A data é o prazo limite da realização das convenções, em que os partidos oficializam a escolha dos seus candidatos.
Marinho afirmou que a definição de uma vice depende das coligações que o PL ainda pode fazer.
“Nós estamos conversando com outros partidos, é evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser a nossa política de alianças. A partir daí é que vamos olhar, dentro dos quadros que existem em cada partido, quais são aqueles que se adequam ao perfil que nós achamos desejável”, respondeu.
Como mostrou a Folha, o caso “Dark Horse” afastou o apoio de União Brasil e PP a Flávio, que agora busca reverter isso com uma aliança com o Republicanos, embora o partido indique que prefere ficar neutro na disputa presidencial.
Negociações em quatro estados, no entanto, podem mudar esse cenário, junto com a oferta da vice-presidência na chapa.
No Espírito Santo, o PL avançou nas tratativas para apoiar a candidatura do Republicanos ao governo. Em Minas Gerais, o partido aguarda apenas a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre disputar o governo para anunciar uma aliança.
No Acre, o PL ainda não definiu se apoiará a governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (Republicanos). Em Mato Grosso, os partidos estarão em lados opostos: o PL lançou o senador Wellington Fagundes contra o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tem afirmado que a tendência é a legenda permanecer neutra na eleição presidencial. Ele consulta os diretórios estaduais antes de tomar uma decisão, prevista para ocorrer até 5 de agosto.
Fonte: Link da fonte














