O Ibovespa teve desvalorização de 0,91% nesta segunda-feira, 14, recuando para os 185,5 mil pontos. Hoje, a bolsa de valores brasileira operou de olho nos preços do petróleo e com cautela antes da Superquarta, no dia 16, quando Brasil e Estados Unidos divulgam as decisões sobre suas respectivas políticas monetárias.
No cenário geopolítico internacional, as novas tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã impulsionaram o preço do barril do petróleo Brent para cima. Durante a tarde, a cotação chegou a ultrapassar os 108 dólares e, depois do fechamento do mercado, ficou em 105 dólares.
Além disso, a agenda econômica brasileira contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram, pela terceira vez consecutiva, a projeção para a inflação de 2026. O IPCA deve encerrar 2026 em 4,90%, ante aos 5% projetados na semana anterior. O relatório manteve a expectativa de 13,75% ao ano de taxa Selic para o fim do ano.
Agora, os investidores operam com cautela diante da próxima quarta-feira, 16, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o Federal Reserve (Fed), banco central americano se reúnem para definir o futuro de suas taxas de juros. A expectativa do mercado é de alta de juros nos EUA e um corte no Brasil. Mais do que as decisões em si, os comunicados serão importantes para entender os próximos passos dos bancos centrais.
“Com eventos relevantes concentrados nesta semana, o mercado tende a permanecer mais travado até a quarta-feira. As pesquisas eleitorais continuam influenciando os preços da bolsa, mas podem ganhar ainda mais peso depois das decisões de juros”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 1,65%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 1,40% e pelo Itaú (ITUB4), que caiu 0,89%. O Santander (SANB11) teve desvalorização de 0,82%.
O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,14 reais, acompanhando o fortalecimento da divisa americana no exterior e o ambiente de aversão de risco em meio à deterioração da situação no Oriente Médio.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
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