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Moraes chama relatório apresentado por Mendonça de ‘farsa’ – 15/09/2026 – Política

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou na noite desta segunda-feira (14) que o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça objeto da análise que o plenário da corte fará nesta terça (15) demonstra que “não existe qualquer indício para apuração de prática de infração penal”.

Moraes chamou de “farsa” o documento que mostra mensagens a ele enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e alegou que por trás do relatório “há motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”.

“VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, afirmou na resposta de 44 páginas e 121 tópicos enviada pelo gabinete de Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin.

“NADA OCORREU, como é possível se verificar na análise dos 7742 documentos distribuídos em 48 PETs [petições], 1 Rcl [reclamação] e 4 Inq [inquéritos] referentes a ‘Operação Compliance’, que não trazem qualquer indício da prática de atividade ilícita pelo Ministro Alexandre de Moraes.”

A resposta de Moraes frisa ainda que o magistrado jamais julgou qualquer processo envolvendo o Master ou Vorcaro, seja durante ou depois da vigência do contrato firmado entre a instituição financeira liquidada pelo Banco Central e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

De acordo coma Polícia Federal, o contrato no valor de R$ 131 milhões foi editado por Moraes antes de ser assinado. Documentos da Receita Federal mostraram que foram pagos R$ 80,2 milhões em dois anos.

A banca confirmou as intervenções de Moraes “na condição de marido da sócia” e a pedido do setor de compliance do escritório.

De acordo com nota à imprensa do escritório, o objetivo era verificar se havia “eventual existência de impedimentos legais”, como ações no STF sobre sua relatoria ou participação em julgamentos de interesse do banco –o que não foi verificado.

Moraes afirma ainda que não há lógica ou razoabilidade concluir que teria ocorrido vazamento de informações das investigações porque, segundo ele, a Operação Compliance teve êxito.

“Novamente é importante repetir, que a prisão [deVorcaro] foi normalmente realizada, inclusive com a apreensão do instrumento mais importante para a investigação –o celular do investigado. E a prisão não foi realizada em um aeroporto clandestino, em uma pista de pouso no interior do Brasil”, disse o ministro na resposta a Fachin.

Mensagens que constam em um dos celulares do ex-banqueiro apreendidos pela PF mostram que Vorcaro perguntou a Moraes se ele deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela corporação, em 17 de novembro de 2025.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu. Ele se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Um dia antes, também perguntou a Moraes: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.

Fonte: Link da fonte

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