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Luciano Hang satiriza e defende escala 4×3 para ‘Brasil quebrar mais rápido’

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O dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, defendeu em tom de deboche que preferia a aprovação da escala 4×3 em vez da 5×2 que determina o fim da escala 6×1. Segundo ele, se for para quebrar o Brasil, que seja mais rápido.

“O Congresso deveria aprovar a 4×3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar. Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo”, disse Hang em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O empresário comenta que a mudança no regime trabalhista deve elevar os custos da Havan entre 15% e 20%. Diante desse cenário, ele projeta uma quebradeira entre as pequenas e médias empresas varejistas pelo país. Na visão do empresário, a medida deve gerar mais inflação para o país.

“Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços”, afirma. “Essa diferença de 15% a 20% vai para os preços. E a inflação vai comer o salário do cara, que vai ter que arranjar um segundo emprego para sobreviver.”, conclui Hang em entrevista à Folha.

Como será a o fim da escala 6×1?

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira, 27. A votação em segundo turno terminou com 461 votos favoráveis e 19 contrários.

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Segundo o texto aprovado, a redução da jornada semanal ocorrerá sem diminuição salarial e contará com um período de transição até atingir as 40 horas semanais. Dois meses após a publicação da futura emenda constitucional, já passarão a valer os dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Também a partir desse prazo, os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão jornada semanal de 42 horas. Após um ano do fim desse período inicial — ou seja, 14 meses após a promulgação da PEC — a carga horária será reduzida para 40 horas por semana.

Algumas categorias ficarão fora da regra geral, como profissionais de saúde e trabalhadores com diploma universitário que recebam acima de 21 mil reais por mês. No entanto, os funcionários operacionais do setor varejista não se enquadram nessas exceções, o que exigirá a adaptação das empresas às novas normas.

Embora a proposta seja vista como positiva para a qualidade de vida dos trabalhadores, um estudo do IBEVAR-FIA Business School aponta que o setor varejista pode perder até 6,1% em geração de riqueza. Veja detalhes nesta reportagem.

Fonte: Link da fonte

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