Os mercados continuam de olho nos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira, no entanto, as declarações — ou a falta delas — de ambas as partes causou uma leitura de poucas informações para os investidores. Por isso, a queda de mais de 1% do Ibovespa hoje é classificada como uma correção ou realização de lucros após os novos recordes atingidos pelo índice na semana passada e o feriado de Tiradentes no Brasil.
Na véspera, o presidente americano Donald Trump decidiu estender o prazo do cessar-fogo até que Teerã apresente uma proposta de negociação. Todavia, ordenou que forças americanas mantenham o bloqueio marítimo atual sobre o Estreito de Ormuz. Em resposta, o barril de petróleo Brent voltou a ser negociado acima dos 100 dólares, o que, apesar de aumentar os riscos inflacionários pelo mundo, contribui para alavancar as ações das petroleiras, inclusive a brasileira Petrobras.
A Casa Branca afirmou nesta tarde que nenhum prazo definitivo foi estipulado pelo republicano. Do outro lado, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que um cessar-fogo total só faz sentido se os Estados Unidos encerrarem o bloqueio naval aos portos iranianos. Para Teerã, as restrições impostas por Washington configuram uma “violação flagrante” da própria trégua.
Esse vai-e-vem também atinge o dólar, que continua cotado abaixo dos 5 reais. Segundo Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, a moeda americana é extremamente sensível ao digerir os acontecimentos geopolíticos. “Falta otimismo para uma solução de curto prazo”, comenta.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
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