A saúde animal vem se consolidando como uma das engrenagens mais relevantes da economia brasileira, ao conectar dois mercados em forte expansão: o agronegócio e o setor pet. Nesse contexto, empresas do segmento têm ampliado investimentos e reposicionado suas estratégias, acompanhando a crescente demanda por eficiência produtiva no campo e por cuidados mais sofisticados com animais de companhia.
Esse movimento é impulsionado pelo peso do Brasil no cenário global. De um lado, o país figura entre os principais exportadores de proteínas, o que exige elevados padrões sanitários para manter competitividade internacional. De outro, abriga um dos maiores mercados pet do mundo, sustentado por uma tendência de humanização dos animais, que eleva o consumo de serviços e produtos voltados à saúde e bem-estar.
Dentro desse cenário, a MSD Saúde Animal superou a marca de 2,1 bilhões de reais em faturamento no país, refletindo não apenas a expansão do setor, mas também uma mudança estratégica. A companhia tem direcionado esforços para integrar ciência, tecnologia e inteligência de dados, buscando soluções que aumentem a produtividade no campo e ampliem a longevidade dos pets.
No agronegócio, a sanidade animal é considerada um ativo estratégico. Problemas nesse campo podem gerar perdas imediatas, tanto em produção quanto em exportações. Por isso, o uso de tecnologias como sensores, sistemas de rastreabilidade e monitoramento em tempo real tem ganhado espaço, permitindo decisões mais precisas e maior eficiência operacional.
Já no universo pet, o avanço se dá principalmente no campo da prevenção. Soluções de longa duração, protocolos vacinais mais completos e tratamentos inovadores vêm sendo incorporados à rotina, acompanhando um consumidor mais exigente e disposto a investir na saúde dos animais. Essa lógica também tem impacto econômico direto, ao reduzir custos com tratamentos mais complexos no futuro.
Os resultados recentes refletem esse avanço. Segmentos como avicultura, suinocultura e aquicultura têm apresentado crescimento expressivo, enquanto áreas mais consolidadas seguem em expansão consistente, ainda que em ritmo mais moderado. No mercado pet, o crescimento continua ancorado em valor agregado, com maior foco em serviços especializados e produtos de alta performance.
Para Delair Bolis, presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, o Brasil ocupa uma posição estratégica dentro desse cenário global. “O Brasil é um player central para a MSD Saúde Animal globalmente, justamente por essa força dual. De um lado, temos um agronegócio que alimenta o mundo e exige eficiência máxima; de outro, um mercado pet em expansão e com grande potencial de evolução”, afirma.
O executivo destaca ainda que o diferencial competitivo está na capacidade de integrar tecnologia e serviços. “Não entregamos apenas produtos; entregamos previsibilidade para o negócio. Ao fortalecermos a saúde animal, estamos fortalecendo a própria economia brasileira”, completa.
Esse cenário aponta para uma tendência estrutural. A saúde animal deixa de ser apenas um suporte operacional e passa a ocupar posição estratégica na economia. Seja garantindo produtividade no campo ou sustentando a expansão do mercado pet, o setor se firma como um dos pilares para o crescimento sustentável do país nos próximos anos.
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