Conhecido por seu possionamento conservador, Juliano Cazarré causou revolta entre famosos ao anunciar um evento que ele define como “o maior encontro de homens do Brasil”. O ator explicou que a proposta nasceu de uma “recusa em ficar calado” diante do que enxerga como um enfraquecimento da figura masculina na sociedade atual.
Segundo ele, muitos homens estariam “perdidos” e “pagando um preço alto por isso”. Cazarré defende que essa percepção não é apenas opinião pessoal, mas algo que, segundo ele, seria observado na realidade e também em estudos. Em publicação no Instagram, escreveu: “Seu filho não precisa de um pai perfeito. Precisa de um pai presente”.
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Intitulado O Farol e a Forja, o curso está previsto para julho, em São Paulo, e tem o objetivo de entender “o que está acontecendo consigo e com os homens ao seu redor”. Entre os temas, estão vida profissional e pessoal, liderança, paternidade, saúde masculina, masculinidade, cristianismo, vida de oração e virtudes. Na divulgação, o ator afirmou ter consciência de que “iria apanhar” com a idealização do projeto, mas que decidiu seguir adiante mesmo assim. “Juliano Cazarré já foi cancelado várias vezes. Por falar que pai e mãe tem papéis diferentes. Por defender a família. Por não pedir desculpa por ser homem. E em vez de recuar, ele foi mais fundo”, afirmou.
As reações foram imediatas. Diversos artistas se manifestaram criticando o discurso associado ao evento. Paulo Betti ironizou o tom das publicações do ator. “É tanto convencimento que ele se refere a si na terceira pessoa como se fosse uma entidade”, comentou. Já Marjorie Estiano contestou a ideia de enfraquecimento masculino e criticou a narrativa. “Juliano, você não criou. Você apenas está reproduzindo, em maior ou menor grau, um discurso que já foi profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”.
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