A economia dos Estados Unidos registrou forte desaceleração no quarto trimestre de 2025, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 0,5% em taxa anualizada, segundo a terceira estimativa do Departamento de Comércio do país. O resultado ficou abaixo das leituras anteriores — 1,4% na estimativa preliminar e 0,7% na segunda — e marca uma perda expressiva de ritmo em relação à alta de 4,4% observada no terceiro trimestre. No acumulado de 2025, o PIB dos EUA cresceu 2,1%.
Sob a ótica setorial, o avanço do PIB foi puxado pelos serviços privados, cujo valor agregado cresceu 2,3%. Em contrapartida, o setor público registrou forte retração de 7,8%, enquanto as indústrias produtoras de bens recuaram 1,8%. Entre os principais destaques positivos estão os segmentos de comércio atacadista, informação e saúde e assistência social, que lideraram as contribuições para o crescimento no período.
O desempenho econômico também refletiu fatores extraordinários. A paralisação parcial do governo federal entre outubro e novembro de 2025 reduziu o crescimento do PIB em cerca de 1 ponto percentual. Regionalmente, o PIB cresceu em 35 estados, com variações que vão de +3,8% na Dakota do Norte a –8,3% no Distrito de Columbia, sede do governo federal. A renda pessoal aumentou 3,4% em taxa anualizada, somando 217,9 bilhões de dólares e avançando em 47 estados.
A revisão para baixo, de 0,2 ponto percentual, foi atribuída principalmente ao desempenho mais fraco dos investimentos. Ainda assim, o crescimento no trimestre foi sustentado pelo aumento dos gastos dos consumidores, embora parcialmente compensado pela retração dos gastos do governo e das exportações. As importações, que entram como subtração no cálculo do PIB, diminuíram e contribuíram positivamente para o resultado.
Um indicador que ajuda a isolar a demanda doméstica privada, as vendas finais reais para compradores domésticos privados, cresceu 1,8% no quarto trimestre, levemente abaixo da estimativa anterior de 1,9%. Já a produção bruta da economia caiu 0,5%, refletindo quedas de 3,2% nas indústrias produtoras de bens e de 4,7% no governo, parcialmente compensadas por um avanço de 1,1% nas atividades de serviços privados.
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