A Receita Federal deposita cerca de 4,6 bilhões de reais referentes ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda nesta sexta-feira, 31. Os valores serão creditados nas contas de aproximadamente 2,7 milhões de contribuintes até o fim do dia.
Em 2026, a Receita já devolveu cerca de 39 bilhões de reais em restituições para aproximadamente 25 milhões de pessoas. Com o pagamento deste lote, cerca de 89,5% de todas as declarações entregues neste ano terão sido contempladas.
Para verificar se a restituição será paga neste lote, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal e selecionar a opção “Consultar restituição”. Também é possível fazer a consulta diretamente neste link disponibilizado pela Receita.
Ao acessar a página, será necessário informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração do Imposto de Renda. Em seguida, o sistema solicitará uma etapa de verificação para confirmar que o acesso está sendo realizado por uma pessoa, e não por um robô.
Quem não estiver entre os contemplados deverá receber a restituição no próximo lote, previsto para 31 de agosto. Vale lembrar que os pagamentos realizados neste ano ainda se referem às declarações de rendimentos obtidos em 2025. Por isso, mesmo os contribuintes que recebem até cinco mil reais por mês podem ter direito à restituição, já que, naquele período, ainda estavam sujeitos às regras anteriores do Imposto de Renda. A nova faixa de isenção passou a valer apenas para os rendimentos recebidos a partir de 2026.
A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco mil reais mensais foi implementada pelo governo federal com o objetivo de ampliar a faixa de renda livre da cobrança do tributo. A medida reduz a carga tributária para trabalhadores de menor renda, aumentando a parcela do salário disponível para consumo, investimento ou poupança.
Para quem recebe acima de cinco mil reais por mês, continuam valendo as regras da tabela progressiva do Imposto de Renda. Segundo o governo, a ampliação da faixa de isenção torna o sistema mais justo ao concentrar o benefício nos contribuintes de menor renda, enquanto a perda de arrecadação foi compensada por mudanças na tributação de rendimentos mais elevados e por outras medidas fiscais.
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