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Risco de glaucoma é maior em pessoas com mais de 40 anos – 05/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

No Brasil, estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas convivam com o glaucoma. A cegueira causada pela doença é irreversível, afirma o oftalmologista Roberto Murad Vessani, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma. Pessoas acima de 40 anos, negros e pardos, e portadores de algumas doenças estão no grupo de risco.

Nesta segunda (4), o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e a SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma) iniciaram a campanha “24 dias de cuidado e conscientização”.

Durante 24 dias, a iniciativa terá ações informativas e atividades em diferentes regiões do país, com o objetivo de estimular o diagnóstico precoce. Ao longo de maio, prédios e monumentos em diferentes capitais serão iluminados na cor verde, para ampliar a visibilidade da campanha nos espaços urbanos.

O objetivo da campanha é ressaltar que o glaucoma é uma doença progressiva e que não permite recuperar a visão perdida. Por isso, o diagnóstico precoce é importante.

O que é glaucoma?

Glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, estrutura do olho que funciona como um cabo com milhares de fibras responsáveis por levar informação visual. Na doença, essas fibras morrem progressivamente e a pessoa perde pedaços do campo de visão. Se não tratada, pode levar à cegueira completa.

Quais são os sintomas do glaucoma?

A forma mais comum, o glaucoma primário de ângulo aberto, é silenciosa e não apresenta sintomas iniciais. A perda de visão é sutil e periférica, sem dor ou vermelhidão. Já o glaucoma primário de ângulo fechado, menos comum no Brasil, pode causar pontadas no olho, embaçamento visual e halos coloridos devido ao aumento súbito da pressão ocular.

Como a pessoa percebe o início da doença?

Na maioria dos casos, o glaucoma só é percebido quando a perda de campo de visão já está significativa, em fase tardia. É comum a pessoa bater a cabeça em objetos laterais, tropeçar em buracos por deficiência no campo de visão inferior, ou derrubar objetos ao passar em espaços estreitos.

Por que medir a pressão do olho é importante?

A pressão do olho tem forte relação com o glaucoma. Quanto mais alta a pressão, maior a chance do nervo óptico sofrer comprometimento e destruição. Durante a consulta oftalmológica, o médico mede a pressão ocular e examina o nervo óptico para identificar sinais de suspeita. Dependendo dos achados, podem ser necessários exames complementares para fechar o diagnóstico.

Como prevenir o glaucoma?

Todas as pessoas devem fazer pelo menos uma consulta oftalmológica de avaliação. Grupos de risco merecem atenção especial: pessoas acima de 40 anos, afrodescendentes, quem tem história familiar de glaucoma, portadores de alta miopia ou hipermetropia, pessoas com diabetes, hipertensão, doença tiroidiana e pacientes com apneia do sono. Essas condições aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Qual a periodicidade ideal para visitar o oftalmologista?

Depende do risco individual. Quem tem histórico familiar de glaucoma deve se consultar pelo menos uma vez ao ano. Se houver suspeita, o médico pode pedir retorno em seis meses. A consulta inicial define o intervalo adequado para cada paciente.

Os colírios para glaucoma curam a doença?

Não. O tratamento visa retardar a doença para que o paciente não perca visão significativa ao longo da vida. Reduz a taxa de piora, mas não necessariamente interrompe a progressão — embora alguns pacientes consigam estabilizar completamente. O tratamento pode ser feito com colírios, laser ou, em casos especiais, cirurgia.

Quando o tratamento cirúrgico é necessário?

A cirurgia é indicada quando não se consegue controlar a pressão ocular com colírios ou quando há piora mesmo com as medicações. O procedimento cria um canal artificial de drenagem no olho para reduzir a pressão ocular e estabilizar ou desacelerar a progressão da doença.

O glaucoma ocorre sempre nos dois olhos?

O glaucoma primário de ângulo aberto, forma mais comum, é bilateral e assimétrico — compromete os dois olhos, mas o grau de comprometimento pode variar entre eles. Existem tipos unilaterais, como os secundários, causados por trauma, processo inflamatório interno ou cirurgia ocular.

A miopia leva ao glaucoma?

A miopia é um fator de risco importante para o glaucoma. O risco de desenvolver a doença aumenta conforme o grau fica mais elevado.

Tratamento pelo SUS

O acesso ao tratamento pelo SUS se dá pela UBS (Unidade Básica de Saúde) de referência do paciente, que é a porta de entrada para qualquer consulta e procedimento na rede pública.

O Programa de Atenção ao Paciente Portador de Glaucoma do Ministério da Saúde fornece colírios de 1ª, 2ª e 3ª linhas para o tratamento. Dispensados a cada três meses, eles ajudam a estabilizar a pressão intraocular e controlam a doença.

O uso pode ou não ser simultâneo, de acordo com o oftalmologista Roberto Murad. “O paciente que precisa de dois colírios, por exemplo, tem uma rotina de aplicação com intervalo de tempo adequado para manter o controle e também para que um colírio não interfira no efeito do outro”, diz.

Fonte: Link da fonte

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