Cláudia Leitte voltou a comentar a polêmica envolvendo a alteração de uma letra de música em que substituiu a referência a Iemanjá por “Yeshua”, o que gerou acusações de intolerância religiosa e abriu investigação do Ministério Público da Bahia. Segundo a cantora, a mudança não teve intenção de ofensa, mas foi uma escolha ligada à sua fé e ao modo como passou a se expressar artisticamente.
“Eu faço isso desde que me converti. Tem a ver com a minha busca. Sempre quis Deus, sempre quis mais do que os meus olhos podem ver”, justificou a artista, que é evangélica, em entrevista a um podcast. Ela reforçou que a decisão foi pessoal e não buscou atingir nenhuma religião específica, sustentando que o episódio acabou sendo interpretado de forma distorcida nas redes e no debate público.
“O curioso foi que acabou o Carnaval do ano passado e saiu esse vídeo que é de 2013, 13 anos atrás. Não posso dizer que foi intencional, mas ficou estranho para mim. Estava lá: matéria paga. Um vídeo de 13 anos, tirado de contexto, [compartilhado] como se fosse de agora. Essas ‘narrativas’ são meio estranhas”, declarou.
A polêmica começou após a circulação de um vídeo em que a artista modifica a letra de Caranguejo, tradicional do axé, retirando a saudação a uma orixá. O caso levou à abertura de inquérito e a questionamentos sobre possível violação de direitos de comunidades de matriz africana. A defesa dela segue a linha de que artistas têm liberdade para reinterpretar obras e que a alteração reflete convicções pessoais, não uma tentativa de ataque religioso.
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