O dólar fechou o pregão desta quinta-feira, 30, em baixa e ficou cotado a 4,95 reais, o menor patamar desde março de 2024. Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a melhora do humor externo favoreceu moedas emergentes e pressionou a americana. “O diferencial de juros sustentou o real ao longo do dia em um cenário de fluxo favorável a ativos de risco”, afirma.
No cenário internacional, o Federal Reserve (Fed) optou por manter os juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%, um movimento já esperado por analistas. Em comunicado, foi destacado que a inflação segue elevada, em parte refletindo o recente aumento dos preços globais de energia. Os desdobramentos no Oriente Médio também preocupam e contribuem para um elevado nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas.
O Ibovespa, por sua vez, valorizou 1,39%, avançando para os 187,3 mil pontos. Em abril, o índice acumulou uma alta de 2,64%. Hoje, a bolsa de valores reflete o bom humor do mercado após a “Superquarta”, dia em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas decisões sobre suas respectivas políticas monetárias. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14,50% ao ano.
Apesar do corte, o tom da autoridade monetária foi conservador. O comunicado indicou que o processo de flexibilização continuará condicionado à evolução inflacionária, ainda distante da meta de 3% — e de teto de 4,5%.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e encerraram no positivo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 2,30%, seguido pelo Santander (SANB11), que avançou 1,40%. O Bradesco (BBDC4) subiu 1,10% e o Itaú (ITUB4) teve valorização de 0,75%.
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